'Maestro' Vital brilha no Paraná
Fernando Tupan
Entre as estrelas da semifinal do Campeonato Paranaense, Reginaldo Vital vem sendo o grande destaque. Autor de dois gols contra o Malutrom, ele foi o verdadeiro maestro do Paraná Clube. É um volante moderno que, além de marcar, sabe muito bem sair jogando e tem um chute poderoso. Mas a vida do jogador nem sempre foi tão tranquila.
Quando o ex-servente de pedreiro José Reginaldo Vital chegou para o Paraná Clube, em 95, juntamente com Roger e Flávio, pouca gente apostava que ele viria a ser um dos ídolos da torcida tricolor em menos de 4 anos.
No primeiro ano, Reginaldo Vital levantou o Paranaense de Juniores, mas não foi o destaque da equipe. No ano seguinte foi profissionalizado por ter estourado a idade (nasceu em 29/02/76) e começou a trabalhar com o técnico Rubens Minelli. O treinador, conhecido por revelar jogadores jovens, deu apenas uma oportunidade para Vital. O Paraná, foi campeão paranaense.
Somente com a chegada de Cláudio Duarte, foi que Vital ganhou a tão esperada chance de mostrar seu futebol. Jogou dez partidas pelo Brasileirão, esbanjando talento na hora dos dribles, chutes da intermediária e na colocação em campo. Em 98 o tricolor não foi bem - terceiro no Regional e se safou por pouco do rebaixamento no Brasileiro -, mas o meia foi destaque marcando 13 gols na temporada.
Em 99, Vital já não se lembra dos dias de dureza da adolescência, quando recebia como ajuda de custo no PSTC, de Londrina, apenas R$ 50,00. Aprendeu que para se manter no topo do futebol não é fácil. Eclético, o meia é o artilheiro do time com 11 gols.





