MAESTRO DA MARSELHESA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de junho de 2014
VALDOMIRO NETO ENVIADO ESPECIAL Porto Alegre (RS)<br> [email protected] 

Allons enfants de La patrie, le jour de glorie est arrivé. A bela introdução do hino francês não tocou antes do jogo, em uma gafe histórica no protocolo. Mas em campo, Benzema fez a sua particular Marselhesa, derrubando a bastilha hondurenha e levando a França a um início de Mundial elogiável.
Após martelar incessamente e tentar romper o muro físico de Honduras, a equipe chegou ao gol após o árbitro Sandro Meira Ricci marcar um "pênalti à brasileira". A expulsão de Wilson Palacios pela suposta falta em Pogba acabou tirando de campo um jogador que não alisava e permitiu que a equipe de Deschamps desfilasse como se estivesse na prestigiosa Champs Eysées. Os "ferozes soldados" hondurenhos não resistiram.
Benzema assumiu sem receios o posto de astro deixado vago com o corte de Ribéry. No segundo gol, contribuiu para que enfim a Fifa fizesse uso do seu dispositivo tecnológico que detecta se a bola entrou ou não. Ali já se ouvia o coro da parte alta esquerda da arquibancada cantar o hino, .corrigindo. na espontaneidade a falha grosseira da organização. Pardón? Auxiliado pelos jovens Ma tuidi e Pogba e com outro novato, Griezmann, de companheiro de ataque no lugar do cortejado Giroud, o camisa 10 do Real Madrid respondeu com precisão aos pedidos dos torcedores azuis: Marchons! Marchons!
O terceiro gol foi bem ao seu estilo, em uma pancada diagonal que o goleiro Valladares nem viu onde passou. Um triunfo categório que espanta a má impressão deixada pela equipe quatro anos atrás. Lá, fizera apenas um gol em toda a campanha. E acabou com o jejum de bolas na rede em estreias. Já eram 16 anos passando em branco. No fim, o hino entoado pelas vozes novamente:Avante, cidadãos!



