Mães na pista emocionam filhos pilotos na etapa de Londrina
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domingo, 06 de maio de 2018
Vitor Struck <br> Reportagem local 
A assessoria de imprensa da equipe Eurofarma RC de Curitiba aprontou uma surpresa que vai deixar a etapa de Londrina da Stock Car 2018 marcada para sempre na memória dos pilotos Max Wilson e Daniel Serra. Na tarde deste sábado (5), durante os treinos, os dois foram informados de que teriam que cumprir uma agenda com outro piloto, um londrinense que gostaria de conhecer a pista ao lado deles. Tudo não passava de uma surpresa por conta do dia das mães, na semana que vem.
"Durante a semana eles ficaram perguntando quem era o piloto e outros detalhes e eu falei que não sabia. Hoje fugi dos dois o dia todo", conta Patrícia Alves, da Eurofarma.
Ao voltarem para os carros, depois da tomada de tempo, os dois se depararam com as pessoas que mais se preocupam com a segurança deles, as próprias mães. Max conta que em 36 anos nas pistas esta foi a primeira vez que a mãe presenciou de tão perto a realidade da vida de piloto.
"O máximo que ela fazia era ir quando a corrida já tinha terminado, hoje foi a primeira vez que ela veio antes. Acho que por medo, realmente não deve ser fácil ver o filho dentro de uma carro de corrida", brinca o piloto que fez o segundo melhor tempo no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
Mas todo o medo e as preocupações da dona Maria, de 72 anos, parece que ficaram de lado na hora de dar uma voltinha com o filho. Ela confessa que adorou.
"Nunca eu pensei em entrar num carro desse. Eu só pensava na mãe do (Luciano) Burti, que uma vez foi dar uma volta em Interlagos e o carro pegou fogo com ela. Mãe só pensa estas coisas mas adorei", conta aos risos.
Já para a mãe de Daniel, Pupi Serra, que está mais acostumada com os desafios da corrida, o momento mais dramático é a largada e as principais preocupações dela já são com relação às frustrações que podem acontecer por conta de problemas mecânicos.
"Ele se empenha tanto, trabalha tanto e ai na primeira volta pode furar um pneu. Eu tenho medo mesmo da frustração", afirma. É que estar entre os carros de corrida já é natural. "Ele cresceu no meio de capacetes, foi um caminho natural. Mas orgulho dele como piloto toda a mãe teria, eu tenho muito orgulho dele como pessoa, pela humildade, porque ele começou no kart sendo filho de um campeão (o Chico Serra), um carga muito pesada, então foi muito legal ver a evolução dele, isso é o que mais de dá orgulho", conta emocionada.
Para Daniel encontrar a mãe ao volante foi um susto.
"Eu fiquei pensando quem era esse piloto de Londrina, falaram isso há dois dias atrás, então foi uma grande surpresa. Mas foi muito legal mostrar como que é, ela sempre incentivou", afirma.


