Mães-atletas não perdem o fôlego nem o bom humor
Faz muito tempo que maternidade e a prática de esportes andavam longe. Hoje é comum ver atletas grávidas e mulheres que, após o parto, voltam à prática desportiva. Porém, uma coisa é certa: todas as atletas que passaram pela experiência de ser mãe afirmam que é a melhor peformance no currículo de suas vidas. Algumas chegam até a exagerar - como é o caso da rainha do basquete brasileiro, Hortência Oliva, que afirma não ter nascido para o basquete, e sim para ser mãe. Outras têm em seus filhos a razão para serem desportistas, como é o caso da nadadora paranaense Dailza Damas, que começou a praticar o esporte por causa do filho, que necessitava das aulas de natação.
A atleta que vai experimentar o gostinho de ser mãe durante os próximos dias é a jogadora de vôlei Ana Volponi. Atleta do Rexona/Paraná, Volponi deve dar à luz Beatriz e Mariana até o fim deste mês. Marinheira de primeira viagem, ela conta que está vivendo em estado de graça. Estou muito feliz, me sinto completa e realizada.
Kraw PenasPrimeiro passoVenturini e Bernardinho: viabilizando o sonho de um filhoMas para quem pensa que Volponi parou para se dedicar única e exclusivamente ao nascimentos dos bebês está enganado. Durante a gravidez, ela mostra um verdadeiro fôlego de mãe. Volponi treinou no Rexona até pelo menos o terceiro mês de gravidez, fez hidroginástica durante toda a gestação, cursos de aprendizado para gestantes, visitas a creches e instituições de caridade e ainda sobrou tempo para o aperfeiçoamento cultural. Atualmente ela faz um curso técnico na Universidade do Esporte. Quando perguntada se este ritmo não a desgasta, ela responde com firmeza: Preciso destas atividades, não gosto de vida parada.
Bem diferente dela, Hortência (foto) conta que literalmente parou sua vida durante a gravidez. Tanto na primeira gravidez quanto na segunda, dei um stop geral, conta. Demorei para ser mãe, mas agora sou a melhor, diz, sem modéstia alguma. Ela conta que não fez exercícios especiais, cursos ou qualquer coisa do gênero. Fui aquela grávida, grávida mesma só com mordomias, diz. Porém, Hortência confessa que deu um baile nos médicos depois do parto. Eles me pediram 40 dias de resguardo e na segunda semana eu já estava na esteira, louca para voltar para as quadras.
Mauro FrassonRitmo de mãeAna Volponi espera Beatriz e Mariana até o final do mês: jogadora do Rexona treinou até o terceiro mês de gravidez, fez hidroginástica durante toda a gestação, cursos de aprendizado para gestantes, visitas a creches e instituições de caridade e ainda cursa a Universidade do EsporteOutras atletas do Paraná manifestam seu desejo de entrar para o clube das mamães. A líbero Sandra, do Rexona, chegou a pedir dispensa da seleção brasileira para se dedicar ao projeto de ser mãe. Até as mais jovens, como é o caso da atacante Elisângela, também do Rexona, já revelou o desejo de ser mãe quando parar de jogar. Mesmo tendo apenas 20 anos, a londrinense Elisângela, uma das revelações da última Superliga de Vôlei Feminino, confessa que ser mãe é uma das maiores coisas que pretende fazer na vida.
Com o projeto de ser mãe mais adiantado, a levantadora Fernanda Venturini, que casou com o técnico da seleção e do Rexona, Bernardo Rezende, o Bernardinho, em cerimônia que reuniu 500 convidados no Buffet do Batel, na última sexta-feira à noite, em Curitiba, está com quase tudo pronto para ver seu sonho se tornar realidade. Depois de quase três anos de namoro, o casal 20 do vôlei brasileiro se uniu para concretizar o sonho de Fernanda. Porém, o primeiro filho do casal só deve chegar depois do ano 2000. É que Venturini pensa ainda em jogar a próxima Superliga, defendendo o Rexona.
E a cegonha parece mesmo estar solta pelos lados do Tarumã. Até a assessora de imprensa do Rexona, a jornalista Fabiana Savi, está grávida. Fabiana entrou no terceiro mês de gestação e deve aumentar ainda mais a família Rexona.
Mas nem sempre ser mãe e estar enganjada no esporte é uma coisa boa. Para Evelin Rolin, 67 anos, a coisa é bem diferente. Mãe do árbitro de futebol Rogério Carlos Rolin, certamente ela será muito lembrada hoje. Não apenas pela data comemorada nos quatro cantos do mundo e sim porque Rogério Rolin será o auxiliar de Evandro Rogério Roman no clássico entre Paraná e Coritiba, hoje à tarde. Mas para quem pensa que as homenagens que recebe dos torcedores nos estádios de futebol a deixa sentida, engana-se. Ela até se diverte. Sei que não sou nada daquilo que eles dizem, conta. Ela diz que o mais importante é ver o trabalho de seu filho reconhecido, independente das lembranças à sua pessoa. Acho que todas as mães são iguais, mas os árbitros sempre levam a mãe reserva para os campos, brinca.
O próprio filho acha graça da situação. No ano passado também trabalhei no dia das mães e quando saí de casa disse para ela não ficar triste, pois seria muito bem lembrada durante aquela tarde, diverte-se Rolin.Mauro FrassonOuvidos fechadosO bandeirinha Rogério Rolin e sua mãe titular, Eveline: prontos para receber as homenagens dos torcedores hoje na Vila OlímpicaMarcos Freitas





