Lucas Galdino, 10 anos Guarde bem esse nome O garoto vem se destacando em torneios de ginástica artística e a segunda colocação no Brasileiro mostra que seu futuro é promissor Tímido, ele busca nos pais a inspiração para ser cada vez melhor
Lucas é orfão A mãe sofreu um derrame em 2007, no mesmo ano em que ela o levou para treinar na Alga O pai sofreu com um câncer e partiu no ano seguinte O garoto mora com uma irmã e com o marido dela, mas faz questão de carregar em cada aparelho a força dos pais que não tem mais
''Tudo o que faço é por eles, estudo, competição Tenho certeza de que eles são os primeiros a baterem palmas quando acabo de me apresentar'', disse o garotinho, que lutava capoeira até ser descoberto por uma agente de combate à dengue, que o viu em ação e o convenceu a praticar ginástica
Lucas ainda comemora o vice-campeonato brasileiro e já faz até planos Quer estar na seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016 ''Nossa Senhora! Fiquei feliz para caramba A diferença de 0 050 (em relação ao campeão) é bem pequenininha Se continuar desse jeito, posso ir para a Olimpíada'', confessou
Um dos técnicos dele, Diogo Ribeiro, usa a falta dos pais como motivação para o menino ''O Lucas é muito instável Um dia está super feliz e treina que é uma maravilha Mas tem dia que sente a falta dos pais, principalmente perto de datas importantes'', contou o treinador ''Falo para ele pensar na mãe dele, para dedicar a ela e, então, ele mostra uma eficiência grande''
O expediente foi usado no Nacional Após um aquecimento muito ruim, o menino começou a chorar e ouviu a frase do técnico ''Ele foi e fez a melhor série dele Ao terminar, virou para mim e disse que tinha pensado na mãe'', revelou Ribeiro É com esse incentivo que ele tentará chegar perto do ídolo Diego Hipólyto (T M )

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