Mãe do campeão diz que ele sempre ajuda a família
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sábado, 03 de janeiro de 1998
Gerson da Luz Souza Especial para a Folha 
O vencedor da São Silvestre, Émerson Iser Bem, 24 anos, paranaense nascido e criado em Santo Antônio do Sudoeste, não está tendo muito tempo para comemorar a grande vitória. Ele não pretendia nem ir receber o prêmio a que tem direito, que seria entregue ontem à noite: R$ 10 mil e um carro zero km. A preocupação do atleta agora é com a corrida no Uruguai, na qual voltará a enfrentar o queniano Paul Tergat, recordista mundial dos 10 mil metros e bicampeão da São Silvestre (favorito na prova).
Nem mesmo com a família Émerson Iser Bem tem tido muito contato, depois de vencer a São Silvestre. Ele telefonou rapidamente ontem para a mãe, Evani Iser Bem, 44 anos, que é zeladora da agência do Banco do Brasil em Santo Antônio do Sudoeste. Disse que estava em ritmo de forte treinamento e concentração, em Campos do Jordão (SP), para a prova no Uruguai, conta a mãe.
Em Santo Antônio do Sudoeste a empolgação é grande com o resultado de Émerson na São Silvestre. O coordenador do Departamento de Esportes do Município, Ivo Mouro, está organizando uma homenagem ao atleta, que deverá acontecer tão logo ele retorne à cidade.
Não sabemos ao certo quando será. Ele tem uma agenda cheia de compromissos, entre treinamentos e corridas, diz a mãe dele. Dona Evani conta que ela e o marido, o eletricista Davi Luiz Bem, criaram seus filhos com dificuldade, e que agora Émerson tem ajudado nas despesas da casa, com os prêmios que conquista. Ele venceu uma corrida no Japão ano passado e com o dinheiro do prêmio comprou uma casa para nós, conta. O irmão mais novo de Émerson, Cleverson, 16 anos, também é corredor: recentemente conquistou uma prova em São Paulo.


