Não que precisasse de um número, mas na semana passada, o quaterback Peyton Manning entrou para a história da NFL ao quebrar o recorde de passes para touchdowns. O dono da marca anterior era Brett Favre, outra lenda, que terminou sua carreira com 508 lançamentos para a pontuação máxima do esporte.
Depois de triturar mais esse recorde, já que no meio de semana Manning chegou a 513, voltamos a uma interminável questão: Peyton é o melhor da história? O Indianapolis Colts acertou ao dispensá-lo?
Não costumo ficar em cima do muro, mas essas duas questões não podem ser respondidas hoje. Manning com certeza estará no Hall da Fama. Estará em todas as listas de melhores da história. Mas ter o rótulo de melhor é ainda prematuro. Sinceramente, pouco importa. Até o próprio jogador já mostrou que não está lá muito preocupado com isso.
A verdade é que daqui a muitos anos, vamos ter orgulho de poder falar que vimos Peyton jogando. Semana a semana mostrando todas as suas grandes qualidades. Qualidades essas que revolucionaram muito a sua posição. Ninguém conseguiu entender as defesas adversárias como Manning. Ninguém mudou e adaptou jogadas de ataque como ele. São tantos jogos vencidos em seu braço, que é difícil quantificar o quanto o quarterback foi importante na história recente da NFL.
Esse é seu legado. Os números são muito menores do que isso. Os títulos perdidos, como no último Super Bowl quando jogou mal, não podem manchar isso. É claro que Peyton Manning precisava emerecia ter ganhado mais títulos. Não venceu e talvez essa seja a sua última temporada. Seu time, o Denver Broncos, tem boas chances de ser campeão. Mas e se não for? Nada mudará a história criada por Manning. Pode pesar em uma .eleição. para ser o maior da história. Mas quem se importa? O importante é ter visto a história acontecer e continuar acontecendo.

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