San Jose - A ‘‘macumba’’ do técnico brasileiro da seleção da Costa Rica, Alexandre Guimarães, de alma e coração ‘‘tico’’ (costarriquenho), voltará a estar presente na Copa do Mundo, tal como aconteceu no Mundial da Coréia e do Japão, em 2002. Guimarães convocou 28 jogadores para tirar os 23 que escolherá antes dos últimos jogos preparatórios para a Copa contra a Catalunha, Ucrânia e República Tcheca, entre 24 e 30 de maio.
  Guimarães definirá nestes amistosos a tática que a Costa Rica empregará em sua estréia, na partida de abertura contra a seleção da Alemanha, no dia 9 de junho. Apesar da linhagem do rival e de todos os fatores extra-futebol que pesam sobre uma estréia contra os donos da casa, o técnico sabe que o choque deve ser disputado com a cabeça fria porque, no seu entender, a pressão da torcida será mais sobre os alemães.
  Para esta terceira oportunidade de poder estar junto dos grandes do futebol mundial – a primeira foi em 1990 na Itália –, a Costa Rica terá uma equipe que combina juventude com experiência.
  A relação entregue pelo técnico tem em sua maioria jogadores com menos de 25 anos, ao lado de veteranos como o capitão Luis Marín e o emblemático Paulo César Wanchope, sobreviventes do Mundial de 2002.
  A ‘‘macumba’’ de Guimarães não teve muito sucesso nos primeiros jogos preparatórios contra a França (2 a 3), Irã (2 a 3) e Coréia do Sul (1 a 0) quando treinou dois esquemas: um prometedor 3-5-2 e um elástico 4-4-2, distinto do ortodoxo europeu, talvez mais parecido com o do Equador, outro integrante do Grupo A, no qual está também a Polônia.
  Nestas partidas preparatórias, a Costa Rica mostrou um promissor desempenho, em especial contra o francês, apesar de cair no final de um encontro que vencia por 2 a 0. O esquema tático ‘‘tico’’ no jogo inaugural dependerá do que fará o
técnico alemão Jürgen Klinsmann, que tenta devolver a seu selecionado a fortaleza física que lhe valeu os títulos de 1954, 1974 e 1990.
  Segundo as previsões, a Costa Rica jogará toda sua chance contra o Equador, um combinado que tem características técnicas parecidas com o plantel
de Guimarães. ‘‘Sinto que
de ambos os lados estamos pensando que é o jogo que
pode definir uma possível classificação’’, admitiu.
  Não resta dúvida que o jogo contra a Polônia, será também duro e decisivo. Não se pode esquecer do artilheiro polonês Kamil Kosowski. Neste choque, a ‘‘macumba’’ de Guimarães será absolutamente necessária. Os costarriquenhos tem de repetir o desempenho da equipe no Mundial da Itália, quando chegou às oitavas-de-final.

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