Macaé será denunciado por invasão de torcida
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2015
Ronald Lincoln Jr.<br>Agência Estado 
Rio - A invasão de torcedores a um vestiário do estádio Cláudio Moacyr, em Macaé (RJ), no último sábado, vai gerar denúncia da procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio (TJD) contra o Macaé, mandante do jogo contra o Flamengo. O goleiro Ricardo Berna, do clube mandante, sofreu um corte no queixo provocado segundo ele por uma agressão dos invasores, supostamente de uma organizada flamenguista. Ninguém foi detido.
O procurador do TJD, André Valentim, disse que o Macaé infringiu o artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por deixar de dar garantias de segurança inerentes ao mandante do jogo. Ele informou que se for confirmado o envolvimento de flamenguistas na baderna, o clube rubro-negro também será denunciado.
"Posso adiantar que o Macaé vai ser denunciado. Quanto ao Flamengo, não posso falar sem ver a súmula. Se for confirmado que houve agressão, os dois vão entrar no pau", disse. O CBJD prevê punição ao clube visitante no caso de atos de vandalismo de sua torcida. Valentim deverá receber a súmula hoje, quando também pretende protocolar a denúncia.
De acordo com Berna, mais de 50 homens com uniforme de uma torcida do Flamengo invadiram os corredores do estádio tentando encontrar um acesso para as arquibancadas. Ao chegarem perto do vestiário do Flamengo, eles foram afastados pelos seguranças do time rubro-negro. A seguir, os invasores se aglomeraram junto ao vestiário do Macaé, que foi invadido. Houve furto de materiais esportivos e agressões. A Federação de Futebol do Rio (Ferj) instituiu uma multa, a partir deste ano, a clubes e jogadores que atacarem publicamente o campeonato.
O vice-presidente do Macaé, Valter Bittencourt, afirmou que o clube tomou as medidas de segurança necessárias. Segundo ele, o estádio já estava com a lotação esgotada e que, por isso, houve a invasão do portão de entrada do time mandante, que também dava acesso aos vestiários. "Soube que tombaram um rapaz que estava fazendo segurança" disse. Ele eximiu o Macaé de culpa pela invasão. Segundo ele, o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) era responsável pela segurança dos arredores do estádio. O Gepe, por sua vez, argumentou que o Macaé é que deveria fazer o controle do portão.
O Flamengo emitiu nota se isentando de culpa e criticando a estrutura de segurança da Ferj. "Estranhamos também o fato de a organização do jogo, segundo testemunho de representante da Ferj, ter designado apenas um profissional para cuidar da segurança de um portão de entrada aos vestiários, em partida com lotação máxima. Isto prova, no mínimo, desleixo de quem tinha como obrigação garantir a segurança necessária para o espetáculo."


