Das agências
Os três pênaltis desperdiçados na partida contra a Colômbia, não custaram a Palermo apenas a responsabilidade pela derrota da seleção argentina na Copa América. A falta de pontaria, comprometeu o futuro do atacante no exigente mercado europeu. Antes de começar a Copa América, era dada como certa a transferência de Palermo para um clube italiano. Agora a situação mudou. Segundo o jornal ‘‘Corriere dello Sport’’, em menos de uma semana, Palermo passou de ‘‘um magnífico jogador’’, para ‘‘um atleta que chuta forte, tem uma técnica duvidosa e alterna momentos bons e ruins’’.
Na mesma proporção em que a cotação de Palermo cai entre os italianos, cresce a do uruguaio Pilipauskas e a do paraguaio Gavilán. Segundo a imprensa italiana, o primeiro ‘‘pode jogar em qualquer posição’’, enquanto que Gavilán é ‘‘um volante ativo e veloz’’.
Paraguai - O jovem atacante do Paraguai, Santa Cruz, um dos goleadores da Copa América, ao lado dos brasileiros Amoroso e Ronaldo, com três gols, afirmou ontem que nos planos de qualquer um está o desejo de ser goleador de um torneio, mas ‘‘eu prefiro ser campeão’’. Contratado recentemente pelo Bayern de Munique, por cerca de US$ 7 milhões, Santa Cruz, 17 anos, é chamado de ‘‘Baby-gol’’ pela imprensa local. Ao lado de Ronaldo ele também lidera, com quatro pontos, a classificação para o prêmio EFE, que será entregue ao melhor jogador da Copa América.
‘‘Os gols me permitiram ganhar a confiança que necessitava e todos estamos treinando em busca do campeonato. Mas, antes de ser o goleador do torneio, quero colaborar para que a equipe ganhe as partidas e saia campe㒒, disse o atacante paraguaio.
Peru - O treinador Juan Carlos Oblitas acredita que a seleção do Peru vai mostrar um futebol ainda melhor na segunda fase da Copa América. A equipe enfrenta o México no próximo sábado, pelas quartas-de-final, e os titulares Reynoso, Jorge Soto, Solano, Jayo e Maestri que foram poupados na derrota para o Paraguai têm retorno garantido.
Para Oblitas, uma das vantagens da equipe atual é a possibilidade de mudar o time sem alterar o sistema tático porque a maioria dos jogadores vem junta desde as eliminatórias para o Mundial da França. A delegação peruana viaja amanhã para a cidade de Pedro Juan Caballero, local da sua partida contra o México.
Eliminados - As três seleções já eliminadas da Copa América - Bolívia, Japão e Venzuela - começaram ontem a arrumar as malas para a viagem de volta para casa. Juntas, as equipes equipes do torneio tomaram 23 gols e marcaram apenas 5. O Japão - um dos convidados da Confederação Sul-Americana de Futebol - deixa a competição depois de um desempenho sofrível na primeira fase. O time perdeu duas: 3 a 2 diante do Peru e foi goleado por 4 a 0 pelo Paraguai. Na última rodada, empatou com a Bolívia por 1 a 1. ‘‘Não estamos tristes pela eliminação. Estamos levando para casa o que viemos buscar aqui: experiência’’, disse o técnico Phillippe Troussier.
A seleção da Venezuela também foi embora ontem e levou de volta uma decepcionante campanha de três derrotas. Foi goleada por 7 a 0 pelo Brasil; por 3 a 0 para o Chile na segunda rodada e marcou seu único gol na Copa, na derrota por 3 a 1 para o México. O time tomou 13 gols e marcou apenas um e continua com a triste sina de pior equipe sul-americana.
A Bolívia - que integrou o Grupo A, ao lado de Paraguai, Peru e do próprio Japão - teve a melhor campanha entre os eliminados. Conseguiu dois empates e sofreu uma derrota, numa campanha insuficiente para chegar à segunda fase.
Nos três jogos - o time marcou apenas um gol - através de Erwin Sanchez.

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