Luxemburgo vai tirar Seleção do isolamento
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segunda-feira, 01 de fevereiro de 1999
Por José Emílio Aguiar 
Rio de Janeiro, 01 (AE) - Aos poucos, Wanderley Luxemburgo vai impondo seu estilo e mudando o planejamento e os métodos de trabalho da seleção em todas as categorias. O técnico observou a seleção sub-20 que disputou o Sul-Americano na Argentina e, embora tenha se esquivado do assunto, já decidiu pelo afastamento do técnico Toninho Barroso. Outra mudança em vista é na concentração da seleção principal, que agora não ficará mais isolada do público e da imprensa.
Os jogadores ficarão hospedados no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu, para a Copa América, junto de turistas e jornalistas. Para Luxemburgo, o isolamento, como aconteceu na preparação do Brasil para a Copa da França, só aumenta o estresse e o desgaste do grupo. "Ficar mais de um mês nessas condições traz um tédio muito grande", comentou. Luxemburgo pretende ser mais ativo que Zagallo e observar jogadores de perto. Enquanto o ex-técnico usava o vídeo para se atualizar sobre os adversários e sobre novos talentos, Wanderley e o consultor técnico Candinho viajarão pelo País para assistir a jogos e visitar os clubes dos grandes centros. O treinador conversará com os técnicos e preparadores físicos dos clubes e com os próprios jogadores, para tentar corrigir deficiências e aprimorar qualidades técnicas de cada atleta no dia-a-dia.
Um dos jogadores a serem observados é Ronaldinho, mas Luxemburgo não pretende ia a Milão agora. "O que ele está precisando é de sossego", afirmou. Em maio, ele aproveitará o mês de folga da seleção para viajar à Europa, na fase final dos campeonatos locais, para conversar com os "estrangeiros" e começar a definir a lista para a Copa América.
Luxemburgo não convocará os jogadores do Exterior para ficar na reserva nos amistosos. "Só chamarei quem vai jogar, porque é muito desgastante fazer um atleta viajar 11 ou 12 horas para ficar sentado no banco", afirmou. "São todos jogadores experientes, que não precisam de aclimatação na seleção." O técnico passará a comandar o planejamento de todas as seleções, inclusive da sub-17. "Será um planejamento vertical, e nós, da comissão técnica principal, teremos voz ativa em todas as decisões."
A primeira delas será a demissão de Toninho Barroso, do Flamengo, treinador da seleção sub-20. Wanderley disse que observou "erros de preparação" do time no Sul-Americano, mas não quis revelá-los. Heron Ferreira, do Ituano, está cotado para o cargo. Luxemburgo esclareceu que não rescindiu o contrato com o Corinthians: apenas o suspendeu por tempo indeterminado, para ficar exclusivo na seleção. Ele tem um contrato de cessão de imagem com o ex-patrocinador do clube, o Banco Bilbao Vizacaya.
O treinador comentou o insucesso do colega Oswaldo de Oliveira
derrotado três vezes no Rio-São Paulo. "Não tem por que ele ficar ameaçado de perder o cargo", comentou. "O time está sem os principais jogadores e as derrotas eram esperadas: afinal, nenhum clube do Brasil tem um elenco com 30 jogadores da mesma


