Luxemburgo testa "seleção das eliminatórias" na Holanda
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quinta-feira, 07 de outubro de 1999
Por Emerson Couto (Enviado Especial) 
Amsterdã, 08 (AE) - Na fria e chuvosa Amsterdã de início de outuno, a seleção brasileira tem, amanhã, mais um teste na sua caminhada para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, diante de um adversário tradicionalmente difícil de ser superado
apesar de uma fase nada convincente. No confronto contra a Holanda, às 16h30 (20h30 locais), no Amsterdam Arena, um dos estádios mais modernos do mundo, o técnico Wanderley Luxemburgo vai analisar três fatores importantes na atual fase de preparação, segundo ele - a concentração dos atletas, além da aproximação e compactação deles em campo.
"Tenho 80% da minha equipe titular e do meu elenco definido para as eliminatórias", contou. "A parte tática também está acertada e desenvolvi algumas alternativas de jogo com a entrada de alguns atletas." Na Holanda, Luxemburgo dividiu o campo em três partes nos treinamentos, aprimorando, separadamente, a defesa, o meio-de-campo e o ataque. O treinador vai promover a entrada de alguns jogadores, como Roque Júnior, Felipe e Élber, sem mudar, no entanto, a forma de atuar da equipe.
"A seleção brasileira, hoje, tem uma cara definida", analisa o zagueiro Antônio Carlos, da italiana Roma. "Como estamos sempre jogando juntos, o entrosamento está bom, sabemos onde cada um deve estar em campo." Para o zagueiro, a oportunidade de Luxemburgo de sempre convocar os melhores jogadores do momento vai tornar mais fácil a futura participação nas eliminatórias. "Tudo vai ficar mais fácil assim." Ronaldo vai para campo contra a Holanda sem se preocupar com o pedido do treinador da Internazionale de Milão, Marcelo Lippi, para que ele atuasse apenas meio tempo. "Minha expectativa é de jogar bem apenas", garante.
O atacante, que diz ter procurado na internet um nome para o filho que está chegando, explica que a participação no amistoso é também uma forma de treinar para o Campeonato Italiano. "Não participei da pré-temporada na Inter, sei que tenho uma parte de culpa nessa história toda, mas o importante, agora, é ter calma." O amistoso está sendo levado bastante a sério pelos brasileiros. Élber contou que ele e Ronaldo terão a missão de dar o primeiro combate aos adversários para tornar mais fácil a roubada de bola no meio-de-campo.
"Vai ajudar nos contra-ataques", justifica. A sempre temida Holanda é respeitada, mas já não assusta tanto. "Nunca enfrentei o Bergkamp, mas, para quem está acostumado a jogar na Itália, contra várias estrelas, não há problema algum", revela Antônio Carlos. Depois de ter anunciado a entrada de Roque Júnior no lugar de Scheidt, Luxemburgo deixou, hoje pela manhã, a possibilidade de o zagueiro do Grêmio voltar à equipe. "Não vejo mal em rever minha decisão", contou.
Scheidt dissera ao treinador estar recuperado da contusão e sem dores no tornozelo. "Falta ao Scheidt um pouco de confiança", avaliou o médico Joaquim Grava. No treino da tarde, no Amsterdam Arena, Luxemburgo confirmou, porém, a escalação de Roque Júnior. Este será a 24ª partida da seleção sob o comando de Luxemburgo. Foram 17 vitórias. Fora de casa, contudo, o treinador conquistou apenas uma vitória, diante do Japão, em cinco jogos. Contra a Holanda, será o terceiro confronto no ano. Em junho, o Brasil empatou o primeiro por 2 a 2 e, depois, ganhou um por 3 a 1. Foram vendidos 51 mil ingressos no Arena. FICHA TÉCNICA: Brasil - Dida; Cafu, Antônio Carlos, Roque Júnior e Roberto Carlos; Vampeta, Émerson, Felipe e Rivaldo; Ronaldo e Élber. Técnico - Wanderley Luxemburgo. Holanda - Van der Sar; Bogarde, Konterman e Van Bronckhorst; Winter, Ronald de Boer, Seedorf, Cocu e Zenden; Bergkamp e Kluivert. Técnico - Frank Rijkaard. Juiz - Marcus Merk (Alemanha). Local - Amsterdam Arena.


