Qual treinador brasileiro não gostaria de ser comparado a Wanderley Luxemburgo, o novo técnico da Seleção Brasileira, quase uma unanimidade nacional? Resposta: Heron Ferreira, do Bragantino. Os dois trabalharam juntos no Bragantino, Flamengo e Guarani e enfrentam-se hoje na partida Bragantino e Corinthians, em Bragança Paulista.
‘‘O Heron é meu amigo, mas eu quero dar uma surra no time dele’’, disse Luxemburgo, que considera uma ‘‘feliz coincidência’’ o fato de retornar à cidade de Bragança Paulista, que o projetou para o futebol, um dia após ter anunciado a primeira convocação para a seleção. Quem não quer saber de coincidências é Heron. O ‘‘discípulo’’ não aguenta mais ser comparado ao mestre. ‘‘Não quero que as pessoas me chamem de Luxemburguinho o resto da vida’’, afirmou.
Mas Heron, além de treinar hoje o time que projetou Luxemburgo, tem o mesmo estilo, a mesma postura, a mesma filosofia de trabalho e até o mesmo médium do treinador da seleção, Robério de Ogum. ‘‘Tenho uma grande admiração pelo Wanderley, mas não posso ficar com a imagem de ser o eterno auxiliar dele, disse Heron.
Segundo Robério de Ogum, que deixou Luxemburgo no início do ano para trabalhar com Heron, os dois têm muito em comum e o técnico do Bragantino pode seguir uma trajetória idêntica à do ‘‘professor. ‘‘Temos características diferentes: ele gosta de velocidade, eu gosto de toque de bola’’, defende-se Heron.

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