Rio, 04 (AE) - O técnico Wanderley Luxemburgo disse hoje que o Brasil terá mais dificuldades do que imagina na Copa América, que será realizada em junho e julho, no Paraguai. Em rápida entrevista esta tarde na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Luxemburgo voltou a afirmar que Vasco e Palmeiras estão "sobrando" na América do Sul, mas lembrou que os principais jogadores da Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Colômbia estão atuando na Europa. "Eu não me iludo e sei que na Copa América a realidade vai ser bem diferente."
O técnico convocará dia 12 os 22 jogadores para os amistosos deste mês contra a Coréia, dia 28, e Japão, dia 31. Ele não quis falar dos destaques do Torneio Rio-São Paulo e adiantou apenas que não relacionará o goleiro Dida, considerado por ele como o melhor goleiro do Brasil. Luxemburgo explicou que excluirá Dida, cujo passe foi negociado pelo Cruzeiro ao Milan, porque ele está sem jogar há mais de dez dias. Luxemburgo disse também que deverá ter os "mesmos problemas de sempre" com a liberação dos convocados que atuam no exterior.
Violência - Sobre suposta violência em jogos do Rio-São Paulo, o técnico da seleção disse que esse assunto compete aos árbitros e não aos treinadores. "Quem deve punir é o juiz", frisou, afirmando que o técnico do Santos, Émerson Leão, não é adepto do jogo violento. Para Luxemburgo, a falta faz parte do jogo. "Mas se houver cinco ou seis faltas seguidas, aí sim vira antijogo." Luxemburgo manifestou seu interesse em ajudar o técnico Carlos Alberto Parreira a criar um sindicato nacional de treinadores. A idéia de Parreira foi anunciada na semana retrasada. Ele cancelou hoje sua ida a Salvador, onde visitaria Bahia e Vitória
para uma reunião na CBF com Toninho Barroso, técnico da seleção brasileira sub-20.

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