Buenos Aires, 04 (AE) - Depois da derrota por 2 a 0 para a Argentina, o técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, preferiu minimizar os erros de sua equipe e elogiar o bom desempenho do adversário em campo. "Os argentinos fizeram uma excelente marcação, nos envolveram durante os 90 minutos e acabaram vencendo com méritos", disse o treinador.
Segundo Luxemburgo, o forte meio-de-campo da Argentina não deixou o Brasil jogar. "Tivemos também dificuldades na saída de bola, o que fez os nossos zagueiros terem de dar chutões para frente", explicou. O novato Scheidt, por exemplo, reconheceu que não estava fácil superar os atacantes adversários
principalmente quando ele tinha a bola nos pés. "Ninguém encostava e, então, tinha de chutar de qualquer jeito", contou o zagueiro.
Os laterais não conseguiam apoiar. "A Argentina tinha três jogadores segurando a nossa descida", destacou o capitão Cafu, que pouco atacou.
"A equipe perdeu, desta forma, a chance de criar contra-ataques rápidos." Apesar do resultado contrário, Luxemburgo acredita que não faltou raça à seleção.
"O empenho adversário pode ter sido maior", apontou. "Mas a Argentina atuava em casa e com muita vontade de devolver aquela derrota da Copa América." Na ocasião, o Brasil venceu o rival por 2 a 1, no Paraguai. "Posso garantir que não fizemos corpo mole; apenas os argentinos foram superiores", completou Cafu.
Para o próximo amistoso, terça-feira, em Porto Alegre, Luxemburgo promete fazer mudanças, mas não pensa, inicialmente, em alterar o esquema tático. "O 3-5-2 é uma possibilidade, não a primeira opção", afirmou o treinador, que deverá manter o atacante Ronaldo na equipe.
"Vale a pena insistir com o Ronaldo, pois é um atleta que está voltando de férias, buscando sua melhor forma." Para o atacante, o Brasil foi prejudicado pela arbitragem. "Me seguraram dentro da área e o juiz não apitou pênalti", lamentou Ronaldo. A seleção vai chegar hoje à tarde ao Rio Grande do Sul. O treino foi cancelado para os titulares, para que todos possam descansar. "Na terça, vai ser diferente", prometeu Luxemburgo.

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