São Paulo - Se publicamente Ricardo Teixeira não fala sobre o futuro de Dunga à frente da Seleção Brasileira, nos bastidores Vanderlei Luxemburgo já ajeitou o terreno para sair do Palmeiras e voltar ao cargo, se for convidado para o posto. Segundo o presidente Affonso Della Monica, já foi conversada até a forma como o treinador migraria do Palmeiras para a Seleção - ele acumularia os dois empregos até dezembro.
''Já conversamos e está tudo combinado'', disse o cartola em entrevista à Rádio Transamérica. O contrato de Luxemburgo no Palestra Itália vai até o fim de 2009, mas ele ficaria apenas até o fim deste ano, conciliando seu trabalho com a Seleção - como fez com o Corinthians, em 1998.
''Isso pode acontecer perfeitamente'', disse Della Monica. ''Ele (Luxemburgo) está imbuído no projeto do Palmeiras, animado com este projeto e interessadíssimo em que seja concluído. Acredito que, na pior das hipóteses, desde que ele seja o técnico da Seleção, possa dividir esse trabalho com o clube.''
No domingo, o vice-presidente Gilberto Cipullo já havia deixado aberta essa possibilidade, lembrando que, depois dos jogos contra Chile e Bolívia, em setembro, a Seleção teria apenas mais três partidas no ano: contra Venezuela e Colômbia, pelas Eliminatórias, em outubro, e um amistoso diante de Portugal, em novembro. Essa agenda seria perfeitamente conciliável com os compromissos do Palmeiras no Brasileirão.
Luxemburgo, que foi alfinetado por Dunga na segunda-feira, não fala sobre suas possibilidades de retorno à Seleção. Justifica que o cargo está ocupado e que é técnico do Palmeiras. Em seu contrato com o clube, não há multa rescisória se ele receber um convite da CBF.

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