reconheceu Cafu. Quem mais sofreu foram os zagueiros, que, sem opção para passar a bola, acabavam dando chutões para frente, muitos sem direção. "Ou eu recuava a bola para o Dida ou me livrava dela de qualquer jeito, pois os jogadores estavam muito dispersos em campo, um longe do outro, sem sintonia", revelou Antônio Carlos. "Nada deu certo em Buenos Aires e esse problema terá de ser corrigido." O esquema tático não será alterado, uma vez que Luxemburgo acredita que o atual sistema de jogo é bom. Os jogadores, precisam, segundo ele, apenas acertar o posicionamento e saber a hora certa de neutralizar o adversário. "É apenas uma questão de encaixe, de timing da jogada; quando um for marcar, o outro fica", analisou o treinador, que manterá os titulares da primeira partida. "Foi uma decisão pela coerência; se eu tirasse alguém, de certa forma estaria culpando-o pela derrota." A estratégia brasileira é copiar o estilo argentino de Marcelo Bielsa: marcar a saída de bola. "No futebol moderno, recuperar rapidamente a posse de bola é tão importante quando estar com ela nos pés", declarou Antônio Carlos. Para o meia Rivaldo, que em Buenos Aires foi anulado por Redondo, o Brasil não pode dar espaço para os argentinos. "Quem vai pressionar, desta vez, somos nós", ressaltou o meia. No ataque, Luxemburgo apostará novamente na dupla Ronaldo e Ronaldinho. Élber permanecerá na reserva. No treino da manhã, um grupo de torcedores hostilizou o atacante da Internazionale de Milão. Com gritos de "acorda, seu morto", a torcida cobrou-lhe mais garra em campo. Ronaldo preferiu não comentar a atitude do público. Destacou, apenas, que todo o adversário do Brasil cresce em campo, mesmo em um amistoso. "Todo mundo quer tirar uma casquinha da nossa seleção; não é fácil, não." Brasil: Dida; Cafu, Antônio Carlos, Scheidt e Roberto Carlos; Émerson, Vampeta, Zé Roberto e Rivaldo; Ronaldo e Ronaldinho. Técnico - Wanderley Luxemburgo. Local - Beira-Rio, às 16 horas.Por Anderson Couto Porto Alegre, 06 (AE) - Uma vitória sobre a Argentina amanhã, às 16 horas, no Beira-Rio, é a chance de Wanderley Luxemburgo recuperar o prestígio da seleção brasileira, arranhado pelas derrotas diante do México (4 a 2), na final da Copa das Confederações, e da Argentina (2 a 0), em amistoso sábado, em Buenos Aires. O treinador não vai fazer alterações na equipe. Cobra apenas de seus jogadores uma mudança de atitude em campo. Quer um grupo mais concentrado, mais "ligado" na partida. A decisão do treinador foi passada aos atletas momentos antes do treinamento, pela manhã. Depois de uma longa conversa, em tom irritado, Luxemburgo deixou o capitão Cafu expor suas idéias, representando os jogadores. "Pedi a todos mais aplicação e determinação", afirmou o técnico, ressaltando a importância de o meio-de-campo movimentar-me mais para fortalecer a marcação e criar espaços para os zagueiros saírem jogando. "No sábado, para um clássico diante da Argentina, realmente a equipe não estava 100% concentrada, como se exige de um atleta de seleção"

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