Luxemburgo isenta jogadores de culpa e suspeita de clube
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quarta-feira, 02 de setembro de 1998
Agência Estado 
O técnico Wanderley Luxemburgo defendeu ontem, em Belo Horizonte, onde concedeu entrevista coletiva a jornalistas mineiros sobre seus planos no comando da Seleção Brasileira, os jogadores Gil Baiano e Luciano, do Paraná, acusados de usar estimulantes proibidos. Luxemburgo insinuou que, caso os atletas tenham mesmo consumido estimulantes, a responsabilidade seria do clube.
Conheço o Gil Baiano desde o tempo em que eu era técnico do Bragantino e me custa acreditar que ele, um homem de caráter e de boa família, tenha feito isso, disse o treinador. No Paraná já houve um problema semelhante com o jogador Élcio e acho que temos de saber se algo está sendo mal administrado no clube.
Gil Baiano e Luciano, além de Alberto, do Americano-RJ, poderão ser afastados do futebol por até 360 dias. De acordo com a portaria 531 do MEC, de 10 de julho de 1985, em seu capítulo VII, o jogador que comprovadamente disputou partida de futebol dopado poderá ser eliminado do esporte em caso de reincidência.
A Comissão Disciplinar da CBF analisará os laudos entregues pelo Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) antes do julgamento dos acusados pelo Tribunal de Justiça da CBF.
O presidente da Comissão de Controle de Dopagem da CBF, Tanus Jorge Nagem, disse que a amostra de urina dos jogadores é analisada até três vezes se houver suspeita da presença de substância vetada pela CBF. Ele revelou que o laboratório da UFRJ será credenciado também deverá prestar serviços ao Comitê Olímpico Internacional.


