Depois de Émerson Leão, do Santos, e Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, ontem foi a vez de o técnico do Corinthians, Wanderley Luxemburgo, entrar em confronto com a Comissão de Arbitragem da CBF, presidida por Armando Marques. Revoltado com os recentes erros contra o seu clube, Luxemburgo defendeu punições mais severas para os ‘‘maus juízes e até a eliminação deles do futebol’’.
A gota d‘água para o desabafo de Luxemburgo foi o jogo contra o Paraná, quarta-feira, quando o árbitro Francisco Dacildo Mourão, atendendo ao sinal do auxiliar José Reinaldo Pontes, anulou um gol legítimo do atacante Didi, alegando um impedimento absurdo no lance. ‘‘Só pode ter sido por má fé, uma coisa premeditada, disse o técnico corintiano. Segundo Luxemburgo, o erro custou ao Corinthians a liderança isolada da competição e, consequentemente, a vantagem nos playoffs. ‘‘Contra o Santos, o árbitro também errou contra nós.’’
Para ele, os juízes deveriam ter punições severas. ‘‘Não adianta ficar um ou dois jogos fora: o negócio é tirar fora do futebol, execrar o mau árbitro, o reincidente.’’ A diretoria do Corinthians não enviará nenhum protesto oficial à CBF. Para o clássico de amanhã, contra o São Paulo, a única novidade será a entrada de Kléber, de 18 anos, no lugar do lateral-esquerdo Silvinho, suspenso.

mockup