Santos - Após a classificação sobre o América do México, o técnico Wanderley Luxemburgo afirmou que a torcida e a opinião pública têm sido muito cruéis quando dizem que o Santos não tem ataque. Segundo ele, mesmo com a ausência de um homem de referência na área, as opções de jogadores velozes que chegam para finalizar já levaram o time à semifinal da Libertadores e à conquista do Paulistão.
Apesar dos elogios a Jonas e ao setor ofensivo santista, o técnico não abre mão de inscrever o último reforço permitido pelo regulamento da competição sul-americana. O Peixe pode incluir um novo contratado no elenco até 48 horas antes da primeira partida com o Grêmio, em Porto Alegre.
''Vamos fazer (a inscrição), sim. Temos esse direito e vamos usá-lo. Agora, se já estamos contratando, isso é outra história'', disse Luxemburgo, que negou veementemente o interesse do clube na contratação de Dodô, do Botafogo.
O presidente Marcelo Teixeira foi mais contido ao falar do futuro matador santista, que chegaria para os quatro jogos finais da Copa Libertadores. ''A possibilidade sempre existe, mas não existem muitas opções no mercado. Não temos opções do exterior e, no Brasil, as coisas também estão difíceis'', disse o dirigente.
Grêmio - O presidente do Grêmio, Paulo Odone, disse ontem que o clube gaúcho tem a obrigação de ''vencer bem'' o Santos no primeiro jogo das semifinais da Copa Libertadores, na próxima quarta-feira, em Porto Alegre, e pediu ''espírito uruguaio'' ao time para conseguir o feito.
''Vamos ter que jogar como uruguaios, que sempre querem realizar a primeira partida em casa, para liquidar o adversário e depois fazer ele sofrer com a ansiedade na segunda partida, com o passar do tempo'', disse o dirigente.
Nas oitavas e nas quartas-de-final, os gremistas decidiram no estádio Olímpico, na capital gaúcha, contra São Paulo e Defensor, respectivamente. Nas duas oportunidades, perderam fora na primeira partida e tiveram que reverter a situação em casa. Contra os santistas, terão que decidir fora por terem pior campanha.

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