Ontem teve festa em dose dupla no Parque São Jorge. Além de comemorar a classificação do Corinthians às semifinais do Campeonato Paulista, foi dia de São Jorge, o padroeiro do time. Foi realizada um procissão e uma missa. Em meio a fiéis, atletas e funcionários do clube, encontravam-se o técnico Wanderley Luxemburgo, o diretor de futebol Antônio Roque Citadini e o presidente Alberto Dualib. Marlene Matheus também marcou presença.
Apesar da folga, Luxemburgo compareceu ao clube e demonstrava-se tranquilo e feliz. ‘‘Vim por respeito e pelo fato de ser dia de festa. Além disso, tenho vários motivos para agradecer,’’ disse. O treinador se esquivou quando o assunto foi o Paulista e a possível classificação em primeiro lugar – o Corinthians precisa vencer o São Paulo e torcer por derrota da Ponte Preta.
‘‘Ainda não sentei para analisar o regulamento. Estava preocupado apenas na classificação.’’ No entanto, não vai dar descanso a nenhum titular. ‘‘Temos que manter o ritmo.’’ Com sua experiência, Luxemburgo faz um discurso com os pés no chão e sabe das dificuldades do clássico. ‘‘Não podemos dar chances ao azar. Se entrarmos achando que somos favoritos, sairemos derrotados.’’
Apesar da sequência de vitórias, Luxemburgo tem uma dúvida. Na vaga de Otacílio, suspenso, entra Marcos Senna. Porém, no ataque, não sabe se começa com Paulo Nunes ou Gil. ‘‘Ainda não decidi. Eles não estão brigando e sim travando uma disputa sadia, que fortalece o grupo.’’
Ele entra o time melhora. Assim está sendo a rotina do jovem Gil, de 20 anos, que está empolgado com a chance de começar jogando. ‘‘Respeito o treinador, que entende muito e vai saber a hora de me colocar. No entanto, sempre deixo claro que quero ser titular. Se a oportunidade surgir, vou entrar ligado para agarrá-la.’’

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