Wanderley Luxemburgo, certamente, é um passo à frente em direção à competência à frente da Seleção Brasileira de Futebol. O atual técnico do Corinthians é mais estudioso, tem métodos mais modernos de treinamento e promete se cercar de bons profissionais em todos os setores.
Mas Luxemburgo já começou errado. A primeira coisa que deveria ter feito era ter saído do Corinthians. Essa deveria ser uma condição primeira para a escolha do técnico da seleção: não estar ligado a nenhum clube. Teria então maiores condições técnicas de acompanhar os jogadores dentro e fora do país, bem como ter tempo de viajar e acompanhar as seleções que poderiam ser adversárias do Brasil em futuras competições. Sem ligações com clubes, o técnico teria também melhores condições éticas de fazer as convocações, longe do convívio diário com atletas e cartolas.
Outra questão que preocupa em Luxemburgo é a sua enorme vaidade. É preciso saber até que ponto essa característica de sua personalidade afeta também em seu rendimento. Se conseguir realmente trabalhar em equipe, com profissionais qualificados, coisa que não aconteceu com Zagallo, a seleção estará em boas mãos. Se, por sua personalidade vaidosa, não conseguir trabalhar com outros bons profissionais, continuaremos dependendo mais da qualidade individual dos jogadores que da força da equipe.
‘Pé-de-anjo’
Marcelinho Carioca parece ter bebido da mesma fonte que matou a sede de Didi, o criador da ‘‘folha seca’’. O ‘‘pé-de-anjo’’ corintiano, artilheiro do Brasileirão, é o melhor chutador do futebol brasileiro da atualidade. A bola sai viva de seus pés, teleguiada, predestinada. É um míssil com jogo de cintura, um buscapé tresloucado, mas que cumpre a rota com precisão milimétrica. Borboleta que busca o néctar da emoção escondido na rede, ali perto da forquilha das traves.
100% de aproveitamento
Desde que começou o campeonato brasileiro, é a primeira vez que os times de Curitiba vencem todos os seus jogos. O Paraná Clube venceu o Goiás, por 1 a 0, com gol do estreante Arinélson, e o Coritiba ganhou de virada do Bragantino, por 2 0 1. O Atlético não venceu nem perdeu porque não jogou. Mas esta, que é a sexta rodada do Brasileirão, bem que poderia vir a ser a marca de uma virada no desempenho dos times paranaenses.
Arinélson
O futebol é mesmo feito de altos e baixos. Vejam agora o caso Arinélson. Veio do Pará como um desconhecido, brilhou tanto no Iraty que os times de Curitiba ficaram interessados nele, mas o Santos foi mais eficaz e contratou o jogador. Arinélson teve ótimas atuações e conquistou elogios rasgados de gente como Rivelino e Wanderley Luxemburgo. Depois, entrou em baixa, foi transferido para o Flamengo e não conseguiu se firmar no Rio de Janeiro. Agora, de volta ao Paraná, ontem, na sua estréia, fez o gol da vitória do Paraná contra o Goiás. Um gol que significou a segunda vitória tricolor e o afastamento de uma crise que estava crescendo. Tomara o jogador volte aos bons tempos e ajude o tricolor a conquistar a classificação para a segunda fase.
Vôlei
As meninas do vôlei brasileiro, nossas musas esportivas, estão de novo na estrada. E que estrada. Foram à China para participar do Grand Prix. Tiveram cerca de duas semanas para treinar, o que é muito pouco para uma competição internacional. O próprio técnico Bernardinho avisa que as garotas só estarão em boa forma física e técnica no campeonato mundial, no final do ano. Mesmo assim, nós do Paraná, que depois do Rexona estamos acostumados com o bom voleibol feminino, ficamos na torcida por uma boa apresentação.

mockup