São Paulo - Chamado de ''burro'' por parte do público que foi ao Palestra Itália na noite de quinta-feira, o técnico Vanderlei Luxemburgo entrou em rota de colisão com os torcedores palmeirense. Após o empate com o Nacional, ele reclamou do comportamento da torcida - de toda ela, e não só da Turma do Amendoim, como de costume.
''Caramba! Estou jogando as quartas de final de uma Libertadores e é importante ter o envolvimento do torcedor. Mas qual foi o momento em que houve envolvimento com o time? Não vi o incentivo. Isso me deixa chateado, mas é a cultura do clube'', afirmou Luxemburgo.
O técnico citou os torcedores do Sport e do Internacional como exemplos. ''Quando a gente vai jogar na Ilha do Retiro, a torcida abraça o time. Você joga contra o Inter e é igual. Já aqui (no Palestra Itália) a gente não vê isso'', comparou.
Durante o jogo, Luxemburgo chegou a se virar para a Turma do Amendoim - torcedores que ficam nas cadeiras cobertas do Palestra Itália e costumam reclamar sempre do time - e bater boca com alguns torcedores. ''É sempre essa coisa de que o Marquinhos não presta para jogar no Palmeiras, o Fabinho não presta. Já vi equipes jogarem bem pior do que isso e o torcedor estar do lado'', disse o treinador.
Ele lembrou que, em sua primeira passagem pelo clube, entre os anos de 93 e 94, também teve problemas com a torcida. ''Já fui chamado de burro pela torcida do Palmeiras uma vez e falei que burro eram eles'', contou Luxemburgo - naquele período, o Palmeiras foi bicampeão paulista e brasileiro.
Ano passado, a rixa de Luxemburgo com a torcida organizada Mancha Alviverde culminou em confusão durante o embarque do time para um jogo contra o Flamengo. No aeroporto, o treinador sofreu uma queda e teve uma fratura no cotovelo esquerdo.
No Santos, em 2004, o treinador também foi alvo de protestos de torcedores, após reclamar da baixa média de público na Vila Belmiro. Mas em seu retorno ao clube, em 2006, Luxemburgo fez as pazes com a Torcida Jovem, financiando o desfile de Carnaval da agremiação.

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