Luxemburgo é o alvo da CBF após o Mundial
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quarta-feira, 12 de abril de 2006
Agência Estado 
Rio - Em agosto, depois da Copa do Mundo, a seleção brasileira vai ter novo treinador. Carlos Alberto Parreira, mesmo que a campanha na Alemanha seja vitoriosa, já deu vários sinais de que não continuará no cargo. Ele estará abrindo espaço para Vanderlei Luxemburgo, cada vez mais cotado para substituí-lo no comando da seleção.
Entre dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol, a mudança não é assunto prioritário: estão todos voltados para a conquista do hexacampeonato. Ao mesmo tempo, interlocutores do presidente Ricardo Teixeira dão como certa a volta de Luxemburgo à seleção. Em viagem recente a Moscou, para amistoso com a Rússia, o tema foi abordado entre pessoas muito próximas a Teixeira e o nome do atual técnico do Santos surgia numa bolsa de apostas imaginária como mais do que favorito.
O título do Campeonato Paulista com uma equipe modesta só aumentou o prestígio de Luxemburgo na CBF. Com isso, estaria chegando o momento de Ricardo Teixeira lhe dar outra oportunidade e assim sepultar de vez as rusgas por causa dos problemas que obrigaram o dirigente a demiti-lo em 2000, logo após a eliminação do time na Olimpíada da Austrália. Na verdade, a derrota para Camarões, que atuava com menos dois jogadores, precipitou a queda do treinador, mas havia outros motivos para sua demissão.
O principal deles se referia a onda de denúncias de irregularidades atribuídas a Luxemburgo que ganhava destaque até na imprensa internacional chegou a ser condenado por sonegação fiscal, mas foi acusado sem provas de ter cometido outros crimes.
De acordo com ex-funcionário do primeiro escalão da CBF, que conviveu com Luxemburgo e Teixeira entre 1998 e 2000, o dirigente sofreu e hesitou bastante antes de decidir afastar o treinador. Ao optar pela saída de Luxemburgo, a direção da CBF contratou Emerson Leão, com quem não manteve boa relação.
Em poucos meses, o técnico, hoje no Palmeiras, passaria a desafiar publicamente o comando da confederação como no dia em que calçou um tênis de empresa concorrente à patrocinadora da seleção, durante treino no Japão, onde o Brasil participava da Copa das Confederações, em 2001. Com o fracasso do time na competição, Leão acabou demitido no aeroporto, em Tóquio.
Quanto a Scolari, que substituiu Leão e levou o time ao pentacampeonato, há clara intenção do técnico de permanecer na Europa após a Copa. Ele pode continuar com a seleção de Portugal, dirigir a Inglaterra ou algum clube de ponta do continente.


