Rio de Janeiro - A final da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Flamengo coloca mais uma vez frente a frente em uma decisão os técnicos Vanderlei Luxemburgo e Nelsinho Baptista. Será a quinta final envolvendo os dois treinadores. Nos quatro confrontos anteriores, o temperamental e explosivo Luxemburgo, atualmente dirigindo o time mineiro, levou vantagem sobre o exigente e tranquilo Nelsinho, comandante da equipe carioca: 3 a 1.
Luxemburgo prefere não encarar a decisão como mais um duelo com Nelsinho e garante que não há rivalidade entre os dois. ''Eu não tenho confronto com o Nelsinho'', contesta.
O cruzeirense acredita, que pelo fato de serem treinadores jovens (tem 52 anos e o colega de profissão, 53) e trabalharem em equipes de ponta, ele e Nelsinho ainda se encontrarão em outras decisões. ''Nós somos jovens, estamos dentro do futebol trabalhando em grandes equipes, que têm sempre a possibilidade de chegar à final de grandes competições'', observa.
Nelson Baptista Júnior, paulista de Campinas, e o carioca Vanderlei Luxemburgo começaram a carreira em clubes pequenos. Nelsinho no São Bento de Sorocaba e Luxemburgo no Campo Grande-RJ. E foi dirigindo times pequenos, Novorizontino e Bragantino, respectivamente, que se defrontaram pela primeira vez em uma final. Foi no surpreendente Campeonato Paulista de 1990, e Luxemburgo levou a melhor.
Nas duas decisões seguintes entre eles, ambas em 1993, eles já estavam em times grandes, Palmeiras e Corinthians. Luxemburgo voltou a vencer. E uma das vitórias foi histórica, pois deu ao Palmeiras o título paulista que o clube não conquistava havia 17 anos o time ganhou também o Rio-São Paulo. Em 1998, dirigindo o São Paulo no Paulista, Nelsinho ganhou sua primeira decisão contra Luxemburgo, então no Corinthians.
Os dois técnicos têm vários outros títulos no currículo. Ambos foram, por exemplo, campeões brasileiros: Nelsinho em 1990, pelo Corinthians; Luxemburgo em 1993, 1994 (ambos pelo Palmeiras) e 1998, pelo Corinthians. Luxemburgo também tem uma passagem pela seleção brasileira. Curiosamente, porém, Nelsinho Baptista e Vanderlei Luxemburgo jamais foram campeões da Copa do Brasil.
Felipão Luiz Felipe Scolari afirmou que ainda não recebeu boa parte do prêmio prometido pela CBF pela conquista da Copa do Mundo com a seleção brasileira, no ano passado, na Ásia. Apenas uma parcela foi paga no fim de 2002 ao treinador e a alguns componentes da comissão técnica. De acordo com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, cada componente da delegação receberia US$ 150 mil em caso de título. ''Sei que os jogadores já receberam, mas eu ainda não recebi'', afirmou o técnico, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

mockup