Para o técnico Wanderley Luxemburgo, o Corinthians só conseguiu reabilitar-se no Campeonato Brasileiro, vencendo o Atlético-PR, porque voltou a jogar um futebol coletivo, deixando as vaidades de lado. ‘‘Tínhamos deixado de jogar coletivamente e o time caiu, mas as coisas parecem ter voltado ao normal.’’ Ele acredita que a equipe, recuperando o espírito de grupo, ainda possa brigar pelo primeiro lugar no geral e pelo título. ‘‘A briga é difícil, mas, se Palmeiras ou Santos tropeçarem, nós estaremos prontos para voltar à liderança.’’
Luxemburgo comemorou ainda a volta da paz ao clube, que fora invadido pelas pressões após a série de jogos sem vitória. Luxemburgo diz que jamais se incomodou com as críticas. Os muros do Parque São Jorge chegaram a ser pichados com insultos contra o técnico. ‘‘Quando assumi a seleção, fiz questão de ficar no Corinthians até o fim do ano, e vou ficar, porque sabia que a equipe faria uma bela campanha.’’ O time pega o Paraná amanhã à tarde, em Curitiba. A delegação embarca hoje pela manhã e Luxemburgo já estará aguardando o grupo em Curitiba, onde inaugurou ontem à noite o bar Wanderley Luxemburgo Football Cafe.
O técnico foi absolvido ontem pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo da acusação de atentado violento ao pudor contra a manicure Cláudia Albuquerque. Luxemburgo era acusado de assédio sexual contra a manicure no Hotel Vila Rica, em Campinas, antes de uma partida do Palmeiras, seu ex-clube, em maio de 96.
Marcelinho Carioca é o ponto de referência do Corinthians. Ele sempre foi o batedor de faltas e, eventualmente, de pênaltis do time e, por isso mesmo, sempre marcou muitos gols. Mas o jogador contentava-se em ser o ‘‘rei das assistências’’ e jamais pensou efetivamente na artilharia de um campeonato.
Ele marcou 15 dos 39 gols do Corinthians, 38,5%, e está na cola dos líderes da artilharia, Viola e Valdir, que têm 16. ‘‘Não vou deixar essa para ninguém: a artilharia, sem deixar de lado o aspecto coletivo, é um dos meus objetivos desde o início’’, disse ele, que já fez 131 gols em 261 jogos pelo time corintiano. Ele tem se sobressaído porque os três atacantes corintianos até agora não vingaram: Mirandinha, Didi e Dinei estão alternando-se no time, sem sucesso.Arquivo FolhaFaro de matadorMarcelinho, provocado por Luxemburgo: ‘Não vou deixar para ninguém: a artilharia é um dos meus objetivos’Agência Estado

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