São Paulo - O Palmeiras embarca hoje à noite para Recife, onde, na quarta, enfrenta pela segunda fase da Copa do Brasil o Central, em Caruaru, a 133 km da capital pernambucana. O rival, que disputa o hexagonal final do Campeonato Pernambucano, é comandado por Marcelo Vilar, ex-Palmeiras. A intenção da equipe paulista é vencer por mais de dois gols de diferença, eliminando o jogo de volta, marcado para o dia 9 no Palestra Itália. Precavido, o técnico Vanderlei Luxemburgo enviou na semana passada o auxiliar de preparação de goleiros, Fernando Miranda, para observar o Central e elaborar vídeo a ser exibido aos jogadores.
  Luxemburgo não descarta poupar titulares. É certo que usará o atacante Kléber, com mais um jogo de suspensão a cumprir no Campeonato Paulista, que está apto a jogar na Copa do Brasil. Em 12 participações anteriores na competição, em três o Palmeiras foi eliminado por equipes do Nordeste. A última delas ocorreu em 2003, com um 7 a 2 para o Vitória, da Bahia, em pleno Palestra. No jogo de volta, em Salvador, a equipe paulista venceu por 3 a 1, mas foi eliminada pelo saldo de gols.
  Outro vexame aconteceu em 2002, quando o Palmeiras foi desclassificado pelo Asa de Arapiraca (AL). O técnico naquela ocasião era Luxemburgo, assim como em 1994, ano em que o Palmeiras foi eliminado pelo Ceará nas oitavas-de-final. Feitas as ressalvas, o retrospecto contra equipes nordestinas na Copa do Brasil é francamente favorável aos palmeirenses. Em outros 13 jogos na competição contra times da região, o Palmeiras superou os adversários - em alguns casos, com muita facilidade, como na goleada por 8 a 0 sobre o Sergipe, em 1996, e nos 7 a 1 sobre o River, do Piauí, em 97.
Aprender a chutar
  Jogo do Palmeiras agora é assim: Denílson pega a bola, toca, corre, se movimenta, abre espaço. Ajuda a armar e depois volta para marcar. Com fôlego, chega ao ataque. Consegue o mais difícil: criar uma chance clara de gol. Mas quando está prestes a ganhar a nota 10 do professor Luxemburgo, erra feio e manda a bola longe do gol.
  Contra o São Caetano, no último sábado, o jogador chegou a se desesperar. Sentou, bateu as mãos no chão, balançou a cabeça negativamente. Foram quatro chances em menos de cinco minutos. E ele errou todas. ‘‘Tenho gostado do Denílson como atacante, movimentando-se bem, criando oportunidades’’, diz Luxemburgo. ‘‘Mas as finalizações dele têm sido terríveis, principalmente as de pé direito.’’
  O próprio jogador já admitiu que esse é seu ponto fraco. Ele tentou argumentar que, durante toda sua carreira, foi usado por treinadores apenas como um ponta esquerda, isolado num canto, longe do gol. Está com 30 anos. ‘‘Talvez se tivesse cruzado antes com o Vanderlei, hoje seria melhor nesse aspecto de finalização’’, admite Denílson. ‘‘Mas tenho melhorado bastante. Já fiz três gols no campeonato. Tomei o gostinho de marcar e quero fazer mais.’’
  Sim, ele já fez três gols no Paulistão. Foram dois contra o Bragantino - um ‘‘sem goleiro’’ e outro com a ajuda do morrinho artilheiro. O terceiro gol foi de pênalti, contra seu ex-time, o São Paulo.
  Denílson sente que ainda precisa fazer um gol com um belo chute, como Pierre e Valdivia fizeram sábado, contra o São Caetano. Esses dois, aliás, são exemplos de jogadores que aprenderam a finalizar com Luxemburgo. O outro gol do Palmeiras foi marcado pelo atacante Alex Mineiro, que chegou a 10 no Paulistão.

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