Tóquio, 31 (AE) - O maior destaque da vitória da seleção brasileira sobre a do Japao, por 2 a 0, hoje, no Estádio Nacional de Tóquio, foi a marcação. A opinião é do técnico brasileiro Wanderley Luxemburgo, para quem o time conseguiu neutralizar o poder ofensivo dos japoneses, na partida de encerramento da excursão do Brasil à ásia, depois de perder por 1 a 0 para a Coréia do Sul, domingo, em Seul.
Segundo Luxemburgo, os dois amistosos da seleção foram uma "experiência proveitosa". Ele elogiou a atuação do time no jogo de Tóquio, valorizando a quantidade de chutes a gol do ataque brasileiro - "Bem melhor do que na partida contra a Coréia." O treinador, contudo, negou-se a fazer uma análise mais detalhada sobre o que ainda pretende fazer em termos de testes para a preparação do time para a Copa América, em junho. "Vamos decidir isso internamente", resumiu.
Para o técnico brasileiro, a experiência na ásia permitiu-lhe expor o time, formado por jogadores mais jovens, ao que chamou de "escola diferente de futebol". Luxemburgo ainda ressaltou a importância de a equipe ter enfrentado a violenta diferença de fuso horário na Coréia do Sul, além do forte frio que fazia em Seul, no primeiro dos dois amistosos da excursão.
O clima adverso na Coréia também foi mencionado por Luxemburgo como um fator que determinou a condição ruim do gramado, no jogo do domingo. "Em Tóquio, o time foi mais entrosado, sem o frio da Coréia e com um gramado melhor", comparou. Ele também considerou importante a vitória sobre os japoneses, embora insistisse na visão de longo prazo para seu trabalho, cuja análise "não pode ser determinada apenas por resultados". "Nunca disse que ganhar não é importante, mas o trabalho na seleção é uma sequência", completou.
Após o jogo contra os japoneses, Luxemburgo limitou-se a falar com a imprensa apenas durante uma entrevista coletiva, promovida pelos organizadores do evento. Ele ressaltou estar ainda em início de preparação da equipe, o que "não é tão fácil como as pessoas pensam." O treinador brasileiro concluiu agradecendo "o carinho dos japoneses" com a seleção e dizendo, por mais de uma vez, esperar estar de volta ao Japão, com o Brasil, para a Copa de 2002.

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