O técnico Wanderley Luxemburgo decidirá se fica no Corinthians ou dedica-se exclusivamente à seleção brasileira na quinta-feira, dia 7, quando reúne-se com os dirigentes do clube e do Banco Excel, em São Paulo. Luxemburgo assumiu um compromisso com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, de se tornar técnico exclusivo, mas o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, tentará convencer o dirigente a deixá-lo acumular os dois cargos.
Dualib não pôde se encontrar com Teixeira ontem, na festa de entrega dos prêmios aos melhores do Campeonato Brasileiro, porque o presidente da CBF ainda se recupera do acidente sofrido quando montava um cavalo em sua fazenda. Mas revelou que fará tudo para manter Luxemburgo no Corinthians. ‘‘Mesmo que a seleção jogue uma vez por mês, será possível conciliar o calendário dela com o do clube. E o desejo de Wanderley é ficar no Corinthians.’’
Luxemburgo já decidiu o que é melhor para a sua carreira, mas não revela. ‘‘Não estou indeciso, apenas não é o momento de externar a minha opinião’’, esquivou-se. Embora não possa admitir, ele encara como um desafio a tentativa de levar o Corinthians a dois títulos inéditos - o da Libertadores e o do Mundial Interclubes de 1999. Isso sem falar na vantagem financeira de acumular os dois cargos.
Wanderley, porém, admite que existem desvantagens em dirigir o clube e a seleção ao mesmo tempo. Uma delas é o cansaço. Ele emagreceu alguns quilos desde que assumiu a seleção, em agosto. Existem outras, mas o técnico não quis enumerá-las. ‘‘Vou guardá-las comigo’’, afirmou. ‘‘Este ano, criaram a tese de que seria impossível ser bem-sucedido nos dois cargos, e eu provei o contrário.’’
Caso o presidente da CBF não abra mão do acordo verbal feito quando o técnico assumiu o cargo, o impasse estará feito. Luxemburgo tem uma multa contratual de R$ 2,5 milhões com o Banco Excel e o Corinthians e uma das partes terá de pagá-la para que ele se torne empregado exclusivo da seleção. Até agora, ninguém assumiu o prejuízo. ‘‘A multa é a maior dificuldade’’, admite. ‘‘Mas é uma coisa que tem de ser negociada com calma.’’

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