Luxemburgo compara estilo de Keirrison ao de Evair
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Das agências 
São Paulo - O técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, comparou o estilo do atacante Keirrison, destaque da equipe no início desta temporada, ao do ex-jogador Evair, que fez história no clube alviverde.
Questionado sobre se o futebol de Keirrison é parecido com o de Muller ou com o de Careca, Luxemburgo preferiu comparar o atual artilheiro palmeirense com ex-ídolo palmeirense.
''Acho que parece mais com o Evair. Pela presença na área e pela parte técnica. Keirrison é um jogador que se movimenta e chega (ao gol) também'', afirmou Luxemburgo.
O atacante é o artilheiro do Campeonato Paulista, com nove gols marcados. No ano passado, jogando pelo Coritiba, ele se destacou ao dividir a artilharia da competição nacional com Washington e Kléber Pereira. ''Fica fácil jogar ao lado de um jogador como o Keirrison, ele é muito inteligente. O Keirrison facilita a todos, meias, volantes, principalmente o meu trabalho, já que também atuo no ataque'', elogiou o atacante Willians. ''É um jogador de presença de área, ele abre espaços, para o Diego Souza, o Cleiton, ele tem inteligência fora do normal. Graças a Deus ajuda muito o nosso time'', emendou o camisa oito sobre o K9.
Por sua trajetória no clube do Parque Antarctica, Evair é um dos ídolos da torcida. Dos vários títulos em sua carreira, foi campeão do Paulista em 1993 e 1994, do Brasileiro, também em 1993 e 1994, e da Libertadores em 1999.
Bronca na defesa
Chuveirinho na área, contra ou a favor do Palmeiras, é perigo de gol. Na quarta-feira contra o São Caetano, o time voltou a ser vazado pelo alto, irritando ainda mais o técnico Vanderlei Luxemburgo, que treinou esse tipo de jogada até sob forte chuva na segunda e na terça-feira. Em compensação, Edmílson e Diego Souza marcaram de cabeça, em passes de Cleiton Xavier.
''É uma jogada que temos treinado e vem dando resultado'', disse o camisa 10, que se tornou o líder absoluto em passes para gol do Palmeiras - oito. ''A gente faz, mas toma gol assim também. Precisamos corrigir com mais conversa e treino'', emendou o volante Pierre.
Dos 14 gols sofridos na temporada, cinco foram pelo alto, incluindo aí um em cada uma das três últimas partidas - LDU, Portuguesa e São Caetano. ''Em jogo à noite, com campo escuro e bola vermelha, é difícil pegar mesmo'', lamentou Marcos.


