Luxemburgo compara Edmílson ao Piazza de 70
Não é arriscado ficar com apenas três atacantes no grupo?
Eu apenas falei que existe a possibilidade de não convocar ninguém. Cortando o Ronaldo e não convocando ninguém, tenho o Djalma, que pode jogar de atacante sem nenhum problema.
Pergunta Você já está pensando em algum nome para a eventualidade de ter de substituir Ronaldinho?
Resposta O Ronaldo pode ou não ser cortado. Se tivermos de cortá-lo, podemos convocar alguém ou simplesmente não convocar ninguém .
São dois jogadores jovens. O Edmílson tem mais experiência que o Fábio, porque já joga no São Paulo há muito tempo. Mudou de posição, como outros jogadores que jogavam no meio-campo com uma certa qualidade; posso citar dois exemplos, de um que disputou uma Copa do Mundo e outro que jogou comigo no Flamengo, que eram volantes e foram campeões jogando de zagueiro. Foi o caso do Piazza (campeão mundial em 1970) e foi o caso do falecido Reyes no Flamengo. O Edmílson mudou de posição e passou a ser um zagueiro de nível. E o Fábio Luciano é um jogador que foi da Ponte Preta para o Corinthians. São jogadores que nós vínhamos observando há bastante tempo.
O fato de você já ter convocado 11 atacantes nestas Eliminatórias e nenhum ter feito gol te preocupa?
Se nós ganharmos todos os jogos por 1 a 0 com gol de zagueiro o Brasil vai estar classificado e nós vamos alcançar nosso objetivo. Nesse momento não temos tido a felicidade dos atacantes fazerem gols, mas estamos alcançando nossos objetivos. E daqui a pouco um atacante vai fazer um gol e outro jogador não vai fazer, porque o futebol é dessa forma.
O jogo com o Paraguai, no Defensores Del Chaco lotado, todo mundo torcendo contra o Brasil, você vai levar em consideração a experiência dos jogadores para escalar o time?
Eu fiz uma pergunta para eles ontem, sobre quem não tinha jogado ainda no Defensores Del Chaco, e só um não tinha jogado, que é o Marques, o restante teve jogos importantes ali. Então, escalar o time só porque os jogadores têm experiência não é o fundamental. O fundamental é escalar uma equipe que possa enfrentar o Paraguai bem.
A cada partida a Seleção é desfeita, então ela acaba não se envolvendo psicologicamente com as Elimatórias. Você conversou com os jogadores para eles ficarem mais ligados nas Eliminatórias?
Nós temos tido esse tipo de diálogo com os jogadores, para envolvê-los, mostrar para eles a competição. E tudo o que está acontecendo nesse momento tem sido muito importante para todos nós. Não só para os jogadores, mas para todos nós que estamos vivendo a primeira experiência de uma Elimatórias com a Seleção Brasileira. Nesse grupo eu tenho, parece, o Cafu e o Antônio Carlos que já participaram de uma Eliminatória (a de 94, já que, como campeão daquele ano, o Brasil não precisou disputar uma vaga em 98). Então é uma experiência nova em que você tem que se adaptar muito rápido. Temos conversado muito a respeito de tudo o que tem acontecido, buscando um crescimento e um entendimento da competição.





