Santos - Fábio Costa não consegue se livrar das dores no pé direito. Emerson vai precisar de pelo menos 15 dias para ter condições de estrear. Ainda não sabe o que esperar do novo lateral-direito, George Lucas, que será apresentado amanhã. E ainda faltam chegar pelo menos mais dois reforços. Esses são alguns dos desafios que Vanderlei Luxemburgo tem pela frente.
  E há outros, como descobrir a melhor maneira de usar o diferenciado, porém em formação, Neymar, e o meia Róbson. São dois jogadores que quando escalados para começar uma partida somem em campo se o gol demora a sair e são quase sempre decisivos se entram no segundo tempo.
  ‘‘Ainda bem que marco gols quando entro na etapa final. Pior seria se não fizesse nunca’’, consolou-se Róbson, que se tornou santista no meio do ano passado, destacou-se no jogo contra o Fluminense, no Maracanã, mas depois sumiu em razão de uma série de contusões. ‘‘O que eu não quero é ficar com essa imagem de jogador de segundo tempo. Acho que se eu tiver várias oportunidades seguidas, acabo me firmando’’, acrescentou.
  Mas, ele sabe que se não aproveitar a próxima vez em que começar como titular, dificilmente voltará a ter chance com Luxemburgo, quando o grupo estiver completo, embora tenha marcado gols nas três últimas vezes em que entrou no segundo tempo. Diante do Náutico, no Recife, mais uma vez Róbson começou como titular e não foi bem.
  Neymar é um caso à parte. Apesar de ter apenas 17 anos, já é conhecido há anos pelo torcedor e protegido pelos mais experientes do elenco. Como também não é jogador de se abater facilmente. Depois de ser chamado de pipoqueiro por torcedores e ver os companheiros serem humilhados com ovadas, o menino respondeu com um gol importante no empate por 3 a 3 contra o Barueri, na Vila Belmiro, calando as vaias, quando o time era comandado interinamente por Serginho Chulapa. ‘‘Neymar mostrou que tem personalidade’’, elogiou o interino.
  E tem mesmo. Para Neymar tanto faz sair de campo aplaudido como na maioria dos jogos ou vaiado, quando o time perde. ‘‘Quando entro em campo só penso em jogar bem e procuro não lembrar o que aconteceu nas outras partidas’’, explicou o atacante.
  Ao assumir o Santos, Luxemburgo avisou que Neymar e Paulo Henrique Lima serão grandes jogadores no futuro, mas que no momento ambos precisam ser tratados com cuidado. ‘‘Não se pode jogar toda a responsabilidade nas costas deles’’, afirmou o treinador.
  Logo na sua estréia, Neymar saiu do banco no segundo tempo para dar a primeira vitória ao técnico, marcando o gol da vitória contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro. Contra o Flamengo, Neymar também entrou no segundo tempo, mas caiu com o time inteiro. No Recife, voltou a fazer a diferença contra o Náutico, marcando o primeiro gol da vitória por 2 a 1. E outra vez saindo do banco para entrar no lugar de Róbson.
  ‘‘Eu não esquento a cabeça e nem tenho medo de marcação pesada. Procuro jogar como se estivesse na base ou como faço nos treinos, mas não é sempre que dá certo’’, sintetizou a maior promessa santista, depois de Robinho.

mockup