Embora tenha assumido ‘‘a responsabilidade maior’’ pela derrota para Camarões, que eliminou a seleção brasileira masculina de futebol da Olimpíada, Wanderley Luxemburgo fez ‘‘jogo duro’’ e garantiu que não vai deixar a função de treinador da equipe. ‘‘Temos projetos, e o maior é a Copa do Mundo. Só posso dizer que no dia 3 teremos a apresentação para o jogo contra a Venezuela, pelas Eliminatórias’’, disse, ao comentar a possibilidade de sua saída.
Luxemburgo disse que ‘‘de jeito nenhum’’ pediria demissão do cargo em função da derrota para Camarões. ‘‘A análise do nosso trabalho fica a cargo do dr. Ricardo Teixeira (presidente da CBF). Se ele entender que não devo continuar, eu não posso fazer nada’’, afirmou Luxemburgo. ‘‘Eu e 180 milhões de brasileiros estamos tristes. Pedimos desculpas ao povo brasileiro por não conseguir o ouro’’, afirmou.
Ricardo Teixeira acompanhou o jogo no estádio e depois foi para o hotel da seleção em Gold Coast. O dirigente não deu entrevistas.
Além da derrota humilhante para Camarões, Luxemburgo está mal também nas Eliminatórias para a Copa. O Brasil vem tendo desempenho fraco na competição e ocupa apenas a quarta colocação. Também pesam contra ele suspeitas de sonegação fiscal e falsificação de documentos, ainda sob investigação.

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