Áureo Nogueira
Marcos Freitas
De Londrina
O técnico da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo, só define o time titular que enfrenta a Costa Rica, a partir das 16 horas de amanhã, no Estádio Willie Davids, em Maringá, depois dos treinos de hoje. Mas admite que pode fazer substituições, como na partida de quarta-feira à noite, em Florianópolis, contra Trinidad e Tobago – quando fez seis substituições, sendo cinco de uma vez, e o time venceu por 7 a 0. O treino da manhã começa às 9h30 e o da tarde, às 16h30. Mas nem o local (Estádio VGD ou campo da AFML) nem o tipo de treinamento (físico ou com bola) foram definidos.
Mesmo admitindo a fragilidade do adversário de quarta-feira, Luxemburgo elogiou a forma como os brasileiros atuaram. ‘‘O time inteiro criou alternativas de gols e já mostrou um certo entrosamento’’, avaliou. Sobre a troca de jogadores por atacado, o técnico disse que gostou da movimentação dos reservas e que as alterações mostraram a força do elenco. ‘‘Dependendo do desenvolvimento do jogo contra a Costa Rica, posso fazer mais experiências’’, adiantou.
‘‘Nós temos que analisar a seleção não pela fragilidade do adversário, mas pelo que produziu’’, disse o técnico. ‘‘Tivemos jogadas pelo lado direito, pelo lado esquerdo, com ultrapassagens constantes, aproximação dos jogadores de meio-de-campo com os de ataque, triangulações e, acima de tudo, a participação e integração durante o jogo.’’
Para Luxemburgo, os quatro jogadores de meio-de-campo – Baiano, Fabiano, Mozart e Alex – souberam realizar o que lhes foi exigido: marcação forte e ataque rápido e criativo. E os atacantes Lucas e Warley também reagiram à altura e estão prontos para substituir os titulares Ronaldinho e Fábio Júnior.
Certo de que a equipe ainda tem o que melhorar, Luxemburgo ressalvou que o time não chegará com força total na estréia do Torneio Pré-Olímpico, na próxima quarta-feira, contra a seleção do Chile, no Estádio do Café. ‘‘Certamente o time vai se ajustar e crescer durante a competição.’’
Um dos atletas mais festejados após a partida de Florianópolis foi o incansável Mozart. Depois de ter feito seu primeiro gol em uma partida como profissional, o volante do Coritiba revelou que ficou feliz com a atuação. ‘‘O time como um todo se apresentou como queríamos’’, disse. ‘‘Mas ainda temos mais para crescer.’’ Sobre o gol, Mozart falou que foi um dos momentos mais marcantes de sua carreira. ‘‘Agradeci a Deus e dediquei à minha família.’’
Já o capitão Alex considerou que sua condição de líder da equipe foi algo que apareceu normalmente. ‘‘Nunca busquei a braçadeira de capitão, mas sempre procurei colocar o meu ponto de vista, tanto no clube onde atuo, quanto na seleção.’’ Sobre a partida contra Trinidad, Alex tem o mesmo entendimento do técnico Luxemburgo e do colega Mozart: ‘‘Ainda vamos conseguir melhores apresentações.’’

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