O técnico do Corinthians, Wanderley Luxemburgo, comandou uma série de reuniões ontem para abafar e evitar um novo ‘‘caso Marcelinho’’. O jogador voltou a provocar um grande mal-estar junto à comissão técnico ao dar declarações, após a derrota de sábado, para o Grêmio, culpando o seu afastamento de 20 dias por indisciplina e a consequente falta de ritmo de jogo pelo fraco rendimento em campo e por estar abalado emocionalmente.
Diante da situação delicada do Corinthians e da partida decisiva de amanhã, Luxemburgo decidiu relevar o novo incidente e ‘‘engolir’’ o jogador até o fim do Campeonato Brasileiro. ‘‘Eu entendi que as declarações foram normais, não ofensivas, de um jogador que ficou muito tempo parado e está ansioso em ajudar a equipe: tem atleta que fica 20 dias parado e não sente nada, outros sentem’’, disse Luxemburgo. ‘‘Não vou entrar em uma nova polêmica com o Marcelo nesse momento’’, acrescentou, visivelmente contrariado.
Mas as declarações de Marcelinho, repetidas ontem, no início da tarde, em entrevista à Rádio Jovem Pan, fizeram com que Luxemburgo e o preparador físico Antônio Mello interpelassem duramente o jogador antes do treino, nos vestiários. ‘‘Ele nos disse que não havia falado nada disso’’, disse Mello, sem muita convicção e abatido. ‘‘Ele tem de colocar a cabeça no lugar e jogar futebol; eu tenho 23 anos de profissão e garanto a vocês que ele está bem fisicamente.’’
O time terá mudanças para o jogo de quarta. Luxemburgo desistiu de improvisar na lateral-direita e escalou Índio, reserva natural de Rodrigo, que está machucado, na posição. A outra opção é Amaral. Batata e Edílson, recuperados de contusão, também atuaram no time titular. O treino transcorreu em clima tenso, com várias divididas ríspidas. Amaral, do time reserva, acertou Gilmar e Didi, que recuperou a posição de centroavante. Gilmar levou a pior, saiu machucado, revoltado e sua presença no jogo é dúvida.

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