Luxa, Malucelli e Figger na mira do LEC
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sábado, 25 de outubro de 2008
Thiago Mossini<br>Equipe da Folha 
Londrina - Onde há fumaça, há fogo. O ditado popular pode definir a situação do Londrina. Nos últimos dias, os boatos tomaram conta dos bastidores do clube e o fogo começa a aparecer. Os mais quentes, que são a saída do gestor Adir Leme da Silva, e a chegada do grupo capitaneado por Sérgio Malucelli, que engloba o badalado empresário uruguaio Juan Figger e o técnico palmeirense Vanderlei Luxemburgo, estão próximos de serem confirmados. Um fato está diretamente relacionado ao outro.
Quem estaria articulando o acordo com o grupo que comanda o Iraty seria o próprio presidente Peter Silva, apesar dele negar. Ontem, Malucelli, que é dono da SM Sports, confirmou que se encontrou com o cartola alviceleste em Curitiba. A reunião teria ocorrido na semana passada, quando Peter foi à Capital para confirmar a participação do Tubarão na Copa São Paulo. "Tivemos uma conversa, sim, mas a possível parceria seria com a SM Sports e não com o Iraty", afirmou Malucelli.
De acordo com o presidente do Iraty, o encontro aconteceu a pedido de Peter Silva. A informação foi confirmada pelo gerente de futebol do clube, Val de Mello. "Fui eu que agendei a reunião e eles conversaram", disse o ex-técnico.
Ter um time forte, em uma cidade da projeção de Londrina, é tudo o que o grupo de Luxemburgo, Figger e cia. desejava. O Centro de Treinamentos do clube na cidade está em fase de conclusão e a parceria com o Londrina cairia do céu para alavancar ainda mais os negócios da empresa, que hoje é referência em formação de jogadores. São 98 registrados em nome do Iraty, segundo o site da CBF, como, por exemplo, o atacante Thiago Cunha, do Palmeiras.
Segundo Malucelli, as chances de um acordo acontecer são grandes. Porém, há uma barreira para que ele saia do papel: as dívidas alvicelestes. "Temos que ver em que pé estão as contas, pois, a partir de um acordo, temos que assumir tudo. A reunião foi válida e vão acontecer outras", confirmou Malucelli.
Peter, porém, diz que não passa de especulação. "São só boatos. A parceria que temos é com o Adir, que está fortalecida e vai continuar, afinal, tem contrato em vigor de três anos, podendo chegar a dez", disse o cartola.
A relação entre clube e gestor, entretanto, não é tão boa como o dirigente prega. Adir não foi localizado ontem. Seu telefone celular estava desligado e na empresa dele, em Barueri, o empresário não estava. Ele vem evitando o contato com a imprensa londrinense para evitar constrangimentos. A pessoas próximas ele já deixou claro que não está satisfeito com o Londrina, com a diretoria do clube e com a cidade. Alega que está tendo prejuízo e que não é ajudado.


