O técnico Wanderley Luxemburgo, que, numa conversa com alguns jornalistas brasileiros em La Serena, antes do jogo com a seleção olímpica do Chile, quarta-feira, disse que pretende acabar com a imagem de arrogante que tem no Brasil e contratar uma empresa de marketing para melhorar o seu perfil, com certeza terá de estender a campanha até o Chile. A impressão que a maioria dos repórteres chilenos que estiveram no Hotel Carrera, onde a Seleção Brasileira se hospedou para a partida de quarta-feira, foi ruim, para não dizer péssima.
‘‘O Luxemburgo mostrou muita soberba e arrogância. Ele é muito parecido com o Nelson Acosta, técnico da seleção chilena. Os dois pensam que são deuses’’, falou a repórter Laura Solis, da Rede Sky, de Santiago. ‘‘Ele não trata os periodistas (jornalistas) como profissionais. O Luxemburgo não nos respeita’’, constata a repórter.
O episódio que irritou Laura aconteceu no saguão do hotel, logo depois que Luxemburgo divulgou a lista dos jogadores que atuam no Brasil que foram convocados para a partida com o Chile. Ao dar uma entrevista para a televisão, combinada com antecedência, o técnico foi evasivo nas respostas. O fato constrangeu a repórter que, no final da entrevista, quase não conseguia nem balbuciar as perguntas. O treinador alegou que ela fizera perguntas que não tinham sido combinadas e foi embora para o ônibus da delegação.

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