Luto no esporte
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Andrés Velásquez<br>Agência Estado 

Medellín - A maior tragédia da história dos desastres aéreos envolvendo times de futebol no mundo deixou 71 mortos, sendo 19 jogadores do time da Chapecoense, ontem, em Medellín, na Colômbia. A delegação do clube de Chapecó (SC) estava a bordo do avião para a disputa do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.
O informe da Aeronáutica Civil (Aerocivil), órgão que cuida do funcionamento das aviação na Colômbia, disse que a aeronave caiu aproximadamente às 10h30 da noite de segunda-feira (1h30 de terça no horário de Brasília) a 30 quilômetros de distância do aeroporto. O avião vinha de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e pertencia à empresa LaMia.
Seis pessoas sobreviveram e foram levadas a três hospitais. Entre os sobreviventes estão o goleiro Jackson Follmann, que teve uma das pernas amputadas, o lateral-direito Alan Ruschel (lesão na coluna) e o zagueiro Neto (hematoma craniano, no abdômen e tórax).
As autoridades do Departamento de Antioquia ainda investigam as causas do acidente. Na tarde de ontem, encontraram as caixas-pretas do avião. Os equipamentos são fundamentais para a investigação por conter as gravações dos diálogos entre piloto e torre de controle minutos antes da tragédia. O governo brasileiro enviou especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que auxiliarão as autoridades colombianas na investigação.
Gustavo Vargas, diretor da LaMia, evitou antecipar qualquer causa para a tragédia. Uma das possibilidades que estão sendo investigados é a falta de combustível na aeronave.
O Instituto Nacional de Medicina Legal da Colômbia informou que a identificação dos corpos deve demorar de dois a três dias. Para agilizar o processo, foi destacado um grupo de 45 especialistas.
Inicialmente, a própria polícia local havia anunciado que haviam 76 mortos. Esse número foi corrigido três vezes, depois que foram localizados com vida o zagueiro Neto, da Chapecoense, e Erwin Tumiri, técnico da aeronave.
O número foi novamente corrigido, passando a levar em consideração que quatro pessoas que estavam entre as 81 e deveriam ter embarcado, na verdade não entraram na aeronave na viagem para Santa Cruz de La Sierra e continuaram no Brasil.





