Atleta de jiu-jitsu recorreu a vaquinhas online e venda de balas em semáforo de Curitiba para bancar despesas
Atleta de jiu-jitsu recorreu a vaquinhas online e venda de balas em semáforo de Curitiba para bancar despesas | Foto: Rafael Costa

Curitiba - A lutadora londrinense de jiu-jitsu Mayara Custódio ganhou uma forcinha para garantir sua participação no Campeonato Mundial de Jiu-jitsu em Long Beach, nos Estados Unidos, que acontece no final de maio.

Conforme mostrado pela FOLHA há duas semanas, a atleta, moradora de Curitiba desde junho do ano passado, vem se virando como pode para financiar seu progresso no esporte, que exige uma rotina de treinamentos incompatível com jornadas de trabalho comuns que poderiam servir como fonte de renda. A alternativa encontrada foi vender balas em um semáforo nas proximidades da academia onde treina, no bairro Água Verde, enquanto lança rifas e vaquinhas online para arrecadar os recursos necessários para percorrer o circuito de competições.

A história chamou a atenção de Fernanda Prado, diretora executiva de marketing da Unicesumar, que se ofereceu para cobrir o montante que ainda faltava para garantir a viagem à Califórnia. “Embora seja um valor significativo, é muito pouco perto do que ela pode fazer pelo País”, disse Prado, que destacou a valorização do esporte como um aspecto importante da filosofia da instituição.

A universidade, destacou a diretora de marketing, patrocina a ida de alunos para campeonatos e apoia times de vôlei, basquete e handebol em diferentes cidades, como Maringá, Londrina e Ponta Grossa. Mayara comemorou a ajuda, que cobrirá despesas como estadia e alimentação nos Estados Unidos. “Vou poder treinar mais tranquila, com a certeza de que vou fazer a viagem e sem aquela pressão de antes”, disse. “Eles me ajudaram a ter essa segurança.”

A instituição também concedeu à atleta uma bolsa integral de graduação a distância. Mayara aceitou e já fez planos: passado o período mais puxado de competição, pretende cursar educação física. “Não estava nos planos agora, mas sempre foi meu sonho fazer este curso. Sempre tive a intenção de dar aulas, e quero ter uma formação além do jiu-jitsu”, contou a atleta. “Depois do Mundial, já devo começar a estudar.”

O auxílio oferecido pela instituição não prevê contrapartidas. “Perguntei se queriam algo em troca, e eles disseram que só queriam ajudar”, contou a lutadora. “Achei um milagre”, brincou. “Fiquei muito feliz.”

Segundo Fernanda Prado, o apoio também foi uma forma de valorizar uma atleta de Londrina. “É muito importante a valorização do esporte, do atleta de modo geral. Isso promove a torcida e gera orgulho”, disse.

Gêmeos do taekwondo comemoram aumento nas vendas

Os atletas de taekwondo Kauan e Rhuan dos Santos Lourenço, que comercializam geladinhos em Londrina para custear as despesas geradas pela participação em competições, aumentaram as vendas de seus produtos após aparecerem na mesma reportagem da FOLHA. “A reportagem teve repercussão grande. Muita gente passou a comprar os geladinhos depois que viu a matéria, principalmente o pessoal da escola onde estudam os meus filhos. Agora estou vendendo bastante para o pessoal do Colégio Estadual Professora Roseli Piotto Roehrig. Os professores passaram a comprar toda semana e vou lá entregar”, declarou o pai dos gêmeos, Newton Lourenço.

Ele destacou que os funcionários de uma empresa de Cambé também viram a reportagem e passaram a comprar os geladinhos. “Agora pedem pelo menos 30 geladinhos por vez. Eu nunca tinha oferecido os geladinhos para eles”, destacou. Newton ainda não sentou para calcular de quanto foi o aumento percentual, mas tem realizado cada vez mais entregas dos geladinhos.

Logo após aparecerem na FOLHA, os gêmeos obtiveram uma boa colocação na Seletiva Estadual Combat Games, que disputaram em Maringá nos dias 9 e 10 deste mês. Kauan obteve a primeira colocação na competição e Rhuan ficou em segundo lugar. Como foi o vencedor do torneio, Kauan obteve o direito de participar da Seletiva Nacional Escolar que será realizada em Palmas (TO) de 18 a 21 de abril, evento que formará a seleção que representará o Brasil no Campeonato Mundial Escolar, em junho, na Hungria.

Por outro lado, o paratleta de badminton Adriano Correia Gonçalves dos Santos, de Maringá e que apareceu na mesma reportagem, afirmou que as doações para a aquisição de uma prótese adequada para a prática esportiva estacionaram e pouco mudaram em relação ao período em que concedeu a entrevista.

Ele precisa de pelo menos mais R$ 35 mil para comprar o artefato mais adequado, já que sofre muitas lesões com a prótese fornecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). “A prótese que preciso é esportiva. Com ela terei mais flexibilidade e conseguirei me movimentar melhor em quadra. Com a que tenho, não consigo fazer isso. Se eu corro para trás, ela trava no chão e até caio, como já aconteceu várias vezes.” A campanha de arrecadação está no site Vakinha (http://bit.do/eKKoc).

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