Lutador ganha nova chance no mundo do MMA
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Pouco mais de um ano sem contrato profissional, o lutador londrinense Orestes Betran está de volta ao concorrido mundo do MMA. O atleta de 30 anos acaba de firmar acordo com o Bamma, evento inglês considerado o maior do país e em plena expansão no continente europeu. Pelo contrato, o lutador fará quatro lutas, sendo que a primeira deve acontecer em fevereiro ou março do ano que vem.
Betran buscava um novo evento para lutar desde que se encerrou seu contrato com o Maximum Fighting Championship (MFC), do Canadá, onde o londrinense morou por três anos. Do ano passado para cá, o lutador vinha trabalhando como "personal fight" (treinador de lutas), em Londrina, e treinando à espera de uma nova oportunidade. "Estar empregado novamente e não precisar ficar com essa preocupação de treinar e não saber quando será a próxima luta traz uma segurança muito grande", comemorou o lutador, que vai buscar o cinturão do evento entre os pesos penas (até 66 Kg).
O lutador não quis revelar o quanto vai receber pelo acordo, mas garante que financeiramente é melhor que outros grandes eventos, até mais famosos. "Muitos atletas falam em UFC, é um sonho de todos, claro, pois é o mais famoso, mas pelo lado financeiro vai ser até melhor para mim. Estou muito feliz em poder representar Londrina mais uma vez no cenário internacional", destacou.
Recuperado de uma lesão no ombro direito, que lhe tirou dos treinos por dois meses, Betran sabe que não pode perder mais tempo. Com a primeira luta se aproximando, a hora agora é de reforçar a preparação. "Agora não tem nem mais folga de Natal, nem Ano Novo. Vinha treinando, mantendo a forma, e agora preciso intensificar", disse o lutador, que esteve em ação pela última vez em maio deste ano, no Fighten, que foi realizado em Londrina e no qual ele acabou campeão em sua categoria.
A primeira meta, claro, é fazer bonito nos octógonos ingleses. O lutador acredita que com isso podem surgir outras oportunidades de fincar raízes de vez no Velho Continente. "O MMA está crescendo demais por lá. Os eventos realmente valorizam o atleta e pagam bem. Acredito que se eu fizer boas lutas, novas portas podem se abrir. Minha ideia é ficar um bom tempo morando por lá", projeta o lutador, que, em princípio, só vai à Inglaterra um mês antes de cada combate.
Maior nome da modalidade no Brasil, Anderson Silva já lutou pelo Bamma no início dos anos 2000, quando o evento ainda se chamava Cage Rage.


