A ordem de largada da Fórmula Indy, no circuito japonês de Motegi, não tem a mesma importância do que nas provas de traçado misto ou no oval de Jacarepaguá onde a ultrapassagem é mais difícil. Mesmo assim, hoje de madrugada (1h15, de Brasília), a disputa pelo grid prometia ser intensa. ‘‘Largar na frente significa que o conjunto está no ponto para ganhar a corrida’’, disse Gil de Ferran, pole no ano passado.
Embora os circuitos ovais facilitem que pilotos que largam atrás acabem chegando entre os primeiros, a corrida do ano passado em Motegi não foi assim. O mexicano Adrian Fernandez, da Patrick, vencedor da prova largou na segunda fila, com o quarto tempo. Gil, o pole, acabou em segundo lugar. Em 98, na estréia da Indy no Japão, Adrian fez o segundo tempo no treino de qualificação e ganhou a prova.
Os organizadores, como os brasileiros, ainda lutam com dificuldades para conseguir um bom público para a corrida. Até ontem, apenas uma parte dos ingressos já tinha sido vendida. Nem o destaque da imprensa japonesa aos pilotos Shinji Nakano, da Walker, e Takuya Kurosawa, da Dale Coyne, garantiram um interesse maior dos aficionados.
Apesar disso, os japoneses já estão discutindo a renovação do contrato com a Cart – Champioship Auto Racing Teams – para mais três anos. Isso significa que a Indy, no Japão, já rendeu mais do que a Nascar cuja prova experimental, há dois anos, fracassou. A Honda e a Toyota, que fornecem motores para algumas das principais equipes da Indy, são as maiores interessadas na manutenção da prova.
Os brasileiros continuam otimistas. Sem vitórias nas três etapas já disputadas – Homestead, Long Beach e Jacarepaguá – Christian Fittipaldi acha que um piloto brasileiro vencerá a qualquer momento. ‘‘Alguns estão nas melhores equipes. Com chances iguais ao Paul Tracy e Jimmy Vasser que estão na frente do campeonato’’, comentou.
A lista de inscritos tem 26 pilotos, sendo dez brasileiros (com a estréia de Tarso Marques, com um Swift/Ford, da Swift Engineering Inc). Em segundo lugar, em número de pilotos, estão os EUA com três (Jimmy Vasser, Michael Andretti e Memo Gidley).

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