Lusinha vence em jogo tumultuado
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domingo, 20 de maio de 2001
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
Em um jogo tumultuado e com poucas chances de gol, a Portuguesa Londrinense venceu em casa na manhã de ontem o Cataratas, de Foz do Iguaçu, por 1 x 0, gol olímpico de Caniggia, aos 44 do 2º tempo, em partida válida pela segunda rodada da segunda fase do Campeonato Paranaense da Série A-1 (segunda divisão).
Com o resultado, a Lusinha se aproximou da conquista de uma das duas vagas do Grupo C da Série A-1 (segunda divisão) do Campeonato Paranaense, assumindo a liderança com seis pontos. As outras equipes da chave estão empatadas com três pontos. No outro jogo do grupo, o Nacional, de Rolândia foi derrotado em casa pelo Marechal, de Marechal Cândido Rondon. O gol foi marcado por Nando.
O destaque negativo do encontro foi a contusão de Carlão, meia defensivo de 21 anos do Cataratas, que sofreu fratura de tíbia e fíbula da perna direita, após sofrer um carrinho violento do zagueiro Henrique, aos dez minutos do segundo tempo. Carlão, cujo passe pertence ao Coritiba (clube que mantém parceria com a equipe da fronteira), foi levado durante o jogo pelo Siate para a Santa Casa, onde recebeu os primeiros socorros. Em seguida, foi transferido para um hospital de Curitiba onde passaria por uma cirurgia no final da tarde.
O lance que gerou a fratura revoltou os jogadores do Cataratas e o técnico Agenor Piccinin, que invadiu o campo e implorou atendimento urgente para o médico do adversário. Eles se irritaram com a não expulsão de Henrique e consideraram uma entrada desleal do zagueiro. Na confusão, Tutinha, preparador físico da Portuguesa, agrediu o atacante Reinaldo, do Cataratas, que sofreu um corte profundo no rosto. A diretoria da Lusinha alega que Tutinha (expulso após a jogada) teria apenas revidado uma agressão do atacante.
A arbitragem e o comportamento da comissão técnica e de alguns jogadores da Portuguesa foi uma vergonha. Não há mais espaço para isto no futebol. Gravamos tudo em vídeo e enviaremos o material para a Federação. Espero que a Portuguesa seja punida, defendeu o técnico do Cataratas.
Amarildo Vieira, diretor de futebol da Portuguesa, acredita que não houve maldade de Henrique. Foi um lance de jogo, normal. Não aconteceu nada que justificasse estas reclamações, comentou. Henrique tem a mesma opinião. É meu amigo, joguei junto com ele no Rio Branco no ano passado. Foi uma infelicidade.


