Cláudio Osti
De Londrina
Apesar do sol forte de ontem, os jogadores da Portuguesa Londrinense treinaram duro com o preparador Sérgio Édson Corleto (Britânia). Na avaliação dele, os jogadores vão estar com 70% a 80% de sua capacidade física na estréia do Campeonato Paranaense, dia 11 de março, em Curitiba, contra o Coritiba, no Estádio Couto Pereira. A tarefa não vai ser fácil já que o Coritiba irá disputar a Copa Sul-Minas e, com certeza, estará bem entrosado.
Para que a Lusinha entre com o pé direito, Britânia está iniciando uma extensa programação para dar o melhor condicionamento físico aos jogadores. Todos eles estão passando por testes de ergômetro que avalia a capacidade pulmonar, consumo de oxigênio e resistência. Na sequência os atletas irão fazer os testes de pista onde serão verificados a resistência aeróbica e anaeróbica, velocidade e explosão muscular.
O fisioterapeuta da Lusa, César Parreira, comenta que esses testes são importantes para que a equipe de preparação física possa desenvolver treinos específicos para cada jogador. ‘‘Um volante, por exemplo, precisa ter velocidade e força; um lateral precisa de velocidade e resistência’’, disse. ‘‘Hoje, como os nossos jogadores estão em níveis diferentes já que uns estavam mais tempo sem jogar do que outros, estamos fazendo um trabalho gradativo. Quando todos estiverem no mesmo nível de condicionamento iremos explorar mais treinos de velocidade e explosão’’, afirma Britânia.
Segundo ele, uma preparação adequada demora pelo menos trinta dias. Menos que isso os jogadores, se forem muito exigidos, correm risco de sofrer lesões musculares. ‘‘Pretendemos que os atletas cheguem ao ápice na terceira ou quarta rodada. Com os amistosos programados os jogadores também vão ganhando ritmo de jogo, o que é importante para entrarmos bem na competição’’.
O trabalho físico desenvolvido na Portuguesa vem dando bons resultados. César Parreira comenta que prova disso é o pequeno número de lesões musculares sofrida pelos atletas do time nos últimos dois anos. ‘‘Foram seis ou sete, um índice muito baixo’’, contabiliza Parreira.
Londrina – Enquanto a Portuguesa se arma, o Londrina tenta sair do sufoco. O advogado do empresário suíço Paul-André Cournu era aguardado ontem à noite para discutir a parceria com o LEC. O empresário, dono das empresas do setor de alimentos ‘‘SpecialitSs de Champagne’’, na Suíça e da ‘‘De Fontain’’, da França, além do Yverdon, time da primeira divisão do futebol suíço, chegou na quarta-feira em Londrina, acompanhado do empresário Norio Matsubara sócio dele no Yverdon.
Ontem à tarde, o coordenador do Londrina, Célio Guergoletto, estava otimista com o desfecho da negociação. ‘‘Vamos atravessar a madrugada negociando mas dará tudo certo. Vamos insistir para colocar uma cláusula que possibilite o rompimento do contrato, mediante uma multa, caso apareça um negócio melhor’’, disse ele. O presidente do Londrina, José Carlos Costa, também estava confiante. ‘‘Queremos montar um time para ganhar o Paranaense e depois subir para a Série A do Brasileiro’’.

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