Lusinha se fecha para segurar o Furacão
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003
Lúcio Flávio Moura E Luiz Claudio Oliveira<br>Equipe da Folha 
O técnico da Portuguesa Londrinense, Adão Pereira, tem experiência o suficiente para saber que não poderá jogar franco se quiser vencer o todo-poderoso Atlético. Para isto, irá povoar de marcadores seu meio-campo no confronto das 16 horas no Estádio Vitorino Gonçalves Dias.
Paulo Henrique será uma espécie de falso terceiro meia-defensivo e ficará incumbido de fazer uma marcação sufocante sobre o meia Adriano. É um jogador que desequilibra, justificou Pereira. Mas seu maior temor é com o garoto que vestirá a 11: a estrela do campeonato. A idéia é que a bola não chegue no Dagoberto.
O meia Daniel, destaque técnico no início do campeonato, foi barrado. Ele jogou mal os últimos três jogos, avaliou Pereira. Em compensação, Marcian e seu futebol insinuante estão de volta. Na goleada sofrida em Campo Mourão 4 a 1 para a Adap, ele estava ausente por suspensão.
A intervenção de Pereira sobre o elenco não se resumiu a mudanças táticas. Ele fez papel de psicólogo nos dois últimos treinamentos. Se continuarmos no marasmo e não reagirmos, acabaremos o campeonato no marasmo. Não usou a velha tática de pedir amor à camisa. Pediu amor próprio aos jogadores. Disse a eles que preciso da dignidade de cada um para vencer. Pedir união também ficou difícil. Na quinta-feira, as cobranças mútuas no elenco quase acabaram em socos e pontapés.
Vencer o Atlético é a única maneira da Lusinha escapar da zona de rebaixamento. Sem vitórias há 14 jogos pelo Paranaense (oito deles na edição 2002), o time de Amarildo Vieira Martins não pode pensar em empate esta tarde. Somando apenas um ponto, a equipe acumularia cinco e se distanciaria do 14ªcolocado (Paraná e Rio Branco com 6, se enfrentam no domingo. O União, também com seis, recebe o Paranavaí).
Atlético Bastou a saída do técnico Heriberto da Cunha para o Atlético voltar ao esquema 3-5-2, em que o time vinha jogando desde que Vadão foi o técnico, há mais de dois anos. O técnico interino Lio Evaristo adotou o velho esquema e já determinou que o jovem zagueiro Daniel será o líbero, ao lado de Rogério Corrêa e Igor.
O meia Fabrício será mesmo ala-esquerda na nova formação e William ganha a vaga ao lado de Adriano, substituindo Kléberson, que casou ontem e ganhou licença da diretoria para o fim de semana. Kléberson, no entanto, deve voltar ao time depois da breve lua-de-mel de apenas dois dias, para seguir com a delegação para o Pará, onde estréia na Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Tuna Luso.
Eu conheço todos os jogadores e as características deles e sei que eles preferem jogar no esquema 3-5-2, em que vinham atuando há dois anos e como também atuaram nos juniores, afirmou Evaristo que desde o ano 2000, quando foi contratado junto ao Londrina, é técnico dos juniores do Atlético.


