A Portuguesa Londrinense jogou para o gasto, venceu o Iguaçu, ontem de manhã, no Estádio VGD, por 2 a 0 e segue sonhando com o título da Copa 100 Anos. O time chegou aos 15 pontos na terceira posição (o Iraty, é o vice-líder com 17), porém, não conseguiu encostar no líder Roma (19 pontos), que passou pelo Paraná Clube B por 2 a 1 ontem, em Curitiba. Na próxima rodada, a Lusinha faz o clássico local contra o eliminado Londrina.
Precisando vencer para não dar as mãos ao rival Tubarão, a Lusa partiu para cima do Iguaçu desde o início. Aos nove minutos, Danielzinho perdeu gol incrível. Ézio chutou, a bola bateu na zaga e sobrou para o baixinho meia-atacante quase na pequena área. Ele teve tempo para dominar, escolher e tocar para fora. Aos 19, porém, Ézio não desperdiçou. Danielzinho tabelou com Aléssio e cruzou, Luís Henrique tentou uma meia-bicicleta e furou. A bola sobrou para o atacante que virou e mandou para as redes.
O Iguaçu, em um dos poucos ataques do primeiro tempo, quase empatou. Aos 26, Osmar salvou a cabeçada do nanico Jacozinho. A Portuguesa respondeu com outro gol. Após triangulação na área, Ézio chutou cruzado e Colombo defendeu. A bola voltou para Ézio, que ameaçou chutar e cruzou para Biro tocar para o gol.
Depois do segundo gol, a Portuguesa diminuiu o ritmo e Osmar livrou o time em um chute à queima roupa de Danilo, aos 37 minutos. A Lusinha voltou para o segundo tempo sem o capitão Carlos Lima, que sentiu uma lesão no pé esquerdo e foi substituído por Robert. No vestiário, a equipe também deixou o futebol apresentado no primeiro tempo. O time foi sonolento e apático na segunda etapa e sofreu em alguns lances de perigo do Iguaçu, que acertou duas vezes a trave de Osmar.
A equipe teve a chance de fazer o terceiro aos 36 minutos. Danielzinho passou por três marcadores, invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Colombo depois de driblá-lo. Ézio cobrou o pênalti e o goleiro defendeu.
O resultado agradou ao técnico Dirceu Mattos, mas o rendimento no time no segundo tempo não. ''Fizemos 45 minutos muito bons, mas no segundo tempo não jogamos. Fomos apáticos, aceitamos o jogo deles, não tivemos criatividade'', reclamou o treinador. Mal havia acabado a partida, o técnico já pensava no próximo confronto. ''O Londrina é um adversário difícil, mais uma decisão. É um clássico da cidade'', comentou, evitando polemizar.
Novo tropeço - O torcedor do Londrina não sabe o que é pior: sofrer vendo a rival Portuguesa ainda viva na Copa 100 Anos ou ver o clube do coração definhar a cada partida. Ontem à tarde, no Estádio do Café, não foi diferente. Os 241 torcedores (apenas 154 pagantes) viram o Tubarão levar mais um revés no torneio que vale vaga na Copa do Brasil e na Série C em 2007. O J. Malucelli, com várias ex-revelações do LEC, derrotou o time londrinense por 2 a 1 com um gol em cada tempo (Lima e Lucas). Rodrigo havia marcado o gol de empate do Londrina.
As duas equipes cumpriram tabela já que não tinham mais chances de lutar pela classificação. A entrevista em tom de desabafo do técnico Lio Evaristo ao final do jogo de ontem é mais um sinal de alerta para o momento (técnico e financeiro) delicado vivido pelo Londrina, que não vence há quatro jogos. ''O Londrina está numa situação muito difícil, ou todo mundo se abraça ou vejo perspectiva muito difícil para o futuro. Não tá fácil pro Peter (Silva, presidente do clube) não'', alertou o treinador. ''Agora é conversar, fazer reuniões e caçar talentos'', sugeriu. (Colaborou Claudemir Scalone)

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