Lusinha investe no Santa Terezinha
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sábado, 03 de janeiro de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Mudança de ano, mudança de estrutura. A Associação Portuguesa Londrinense transformou sua sede em um canteiro de obras pouco antes da passagem de ano e já vislumbra uma nova era no cotidiano do clube. O rubro-verde está investindo cerca de R$ 250 mil na instalação de quatro novos campos para a escolinha destinada a crianças de 8 a 13 anos.
De acordo com o homem-forte da Lusinha, Amarildo Vieira Martins, são dois os objetivos do investimento, ambos com finalidade de ampliar a receita fixa. O principal seria a locação dos campos para 'peladas' noturnas. O segundo objetivo é ampliar o número de garotos da escolinha. Cada aluno paga R$ 20,00 mensais para receber o treinamento. ''Agora poderemos atender até 300 crianças'', calcula o diretor de futebol.
O primeiro campo sintético, de 40 metros de comprimento por 25 de largura e com arquibancadas dos dois lados será entregue em fevereiro e ficará atrás das arquibancadas do Estádio Santa Terezinha. O local ganhará um escritório (sob as arquibancadas) e uma lanchonete. Os demais campos deverão funcionar apenas nos meses seguintes. Somente um terá dimensões oficiais e será demarcado ao lado do campo principal (que foi deslocado para a direita), à esquerda do lance de arquibancadas.
Ao lado do gramado sintético haverá um campo de dimensões quase oficiais 90 por 50 metros. Próximo das árvores e da antiga entrada de carros pela Avenida Santa Mônica, o campo será menor, com aproximadamente 50 por 40 metros.
Ainda na primeira fase das obras, será entregue a bilheteria reformada (na Avenida Santa Mônica) e o acesso às arquibancadas será isolado com alambrado. Também será montada uma academia no alojamento. Para a segunda fase, há planos de pintar as arquibancadas, melhorar o gramado principal, instalar uma quadra de areia e uma quadra coberta.
''As obras são uma resposta à Federação Paranaense, que nunca reconheceu nosso esforço e sempre nos impediu de atuar no nosso estádio. Este ano será diferente, vamos jogar aqui'', prometeu Vieira. O dirigente assegurou que a administração municipal, que cedeu em comodato à Portuguesa o estádio e a estrutura paralela no final dos anos 90 por tempo indeterminado, ''foi informada e gostou das obras''.
Segundo o dirigente, o clube já estava pensando no investimento havia três meses. Investidores locais, entre eles o ex-jogador do Londrina, Ricardo Teruel, entraram como sócio na empreitada e viabilizaram a transformação do espaço ocioso em um centro de treinamento com iluminação. Teruel será o coordenador técnico da escolinha.


