Sem festa ou cerimônias, sem jogadores e quase sem torcedores, mas com esperança no futuro e numa vida longa, a Associação Portuguesa Londrinense completa hoje 52 anos de história.
O verde-rubro, hoje instalado na Vila Santa Terezinha (zona oeste), é um marco na história do futebol amador da cidade, onde reinou como potência nas décadas de 50, 60 e 70. Foi o primeiro clube de muitos jogadores que chegaram ao profissionalismo e ganhou muitos títulos nas ligas amadoras e em campeonatos para menores.
Há cinco anos, o clube mudou de nome – chamava-se Associação Atlética Portuguesa de Desportos – e perfil. Foi reinventado após anos de ostracismo, iniciando a era do profissionalismo, um desafio difícil para um clube sem respaldo financeiro de um grande patrocinador ou de um grande investido, sem quadro associativo e sem uma torcida numerosa.
A fase moderna do clube se confunde com a vida do comerciante Amarildo Vieira Martins, ex-jogador, ex-árbitro e ex-dirigente amador, hoje diretor de futebol da Lusinha. ‘‘Queria um clube para movimentar jogadores desempregados. O Limpa-Trilhos (Octávio Gianelli) me ofereceu a administração do clube e topei. Não me arrependo, embora não tenha sido ruim financeiramente, mas valeu pelo trabalho que nós realizamos’’, conta Martins.
Eliminada do Supercampeonato – a equipe ficou apenas na sétima colocação estadual, a Lusinha vive um período de entressafra. Todo o elenco foi emprestado a outros clubes. Sem calendário até o próximo ano, o clube deve anunciar uma novidade no segundo semestre, de acordo com Martins e o presidente Hélio Camargo. Um grupo de empresários estaria disposto a investir no clube, que tem como filosofia revelar jogadores.
Camargo afirmou que o clube está cumprindo seu papel e terá vida longa. O ex-presidente Otávio Gianelli, um dos mais conhecidos nomes do futebol amador do Norte do Estado, garante que ‘‘enquanto viver, o clube não morrerᒒ. No entanto, defende a mudança do nome. ‘‘A comunidade portuguesa de Londrina nunca ajudou o clube. Nunca teve uma participação efetiva na vida do clube. Está na hora de mudar e conquistar mais torcedores’’.
Gianelli manteve a Portuguesa viva no momento mais crítico, quando o LEC era tão forte que dominava completamente as atenções dos futebolistas da cidade. Foi presidente por 22 anos – 1975-1997. ‘‘Tive uma alegria muito grande quando vencemos o Londrina este ano (3 x 1 no turno do Estadual). Foi o melhor momento da história do clube’’.

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