Apesar do veto da Federação Paranaense de Futebol (FPF), a Portuguesa Londrinense promete não desistir facilmente de utilizar o Estádio Uady Chaiben, na Vila Santa Terezinha (zona leste) para mandar seus jogos pelo Campeonato Paranaense. O presidente da FPF, Onaireves Moura, afirmou à Folha que o estádio teve incidentes no ano passado e não será liberado para jogos da primeira divisão. A diretoria da Lusa solicitou nova permissão à entidade para jogar contra o Rio Branco domingo, às 11 horas, pela segunda rodada do Estadual.
‘‘Não há motivo nenhum para o estádio estar vetado. Nenhum torcedor invadiu o campo e nem juízes foram agredidos’’, afirma o diretor de futebol da Lusa, Amarildo Vieira Martins. ‘‘Não temos condições de pagar R$ 2 mil só para abrir o Estádio do Café. Além do mais, tem a placas (publicitárias) do Londrina no Café. Nosso público é pequeno e se comporta muito bem. O problema é que todo mundo tem medo de jogar na Santa Terezinha’’, completa Hélio Camargo, presidente do clube rubro-verde.
Ano passado, o ex-preparador físico da Lusa, Tutinha, agrediu o jogador Reginaldo, do Cataratas, e houve confusão generalizada no gramado em jogo da segunda divisão. Devido ao tumulto a Lusa foi punida com a perda de um mando de jogo.
O técnico Manoel Rodrigues também faz coro aos dirigentes. ‘‘Prefiro jogar na Santa Terezinha que é a nossa casa’’, disse o treinador de Camboriú, onde foi visitar a família. Rodrigues, que retorna hoje à cidade, antecipou que o atacante Betão (fez gol em Ponta Grossa) deve ganhar um posição no time.
A Portuguesa apresentou ontem o novo uniforme da equipe que pretende diferenciá-la da prima rica Lusa paulista. A camisa principal tem o vermelho como cor predominante com duas listras em verde divididas ao meio com a assinatura do lateral-direito Cafu, jogador da Seleção que é sócio da Revela Brasil (parceira da Lusinha). O calções e as meias são verdes.

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