São Paulo - Audiências, liminares, ações trabalhistas. Virou moda no Canindé o nome da Portuguesa estar relacionado com a Justiça do Trabalho. E está longe de esta história terminar. Hoje, às 8h30, a ''batalha'' será na 15 vara, do TRT de São Paulo. De um lado, a equipe de advogados de Gislaine Nunes, que representa Ricardo Oliveira, do outro, o clube, que ainda tenta conseguir o passe do jogador. O atacante não estará na audiência. Através de procuração, será representado por Hamilton Bernard, seu empresário.
A Portuguesa tenta provar, por intermédio de documentos, que, apesar do atraso, pagou os salários do atacante antes dos três meses previstos na Lei Pelé o depósito referente ao mês de novembro aconteceu no dia 6 de janeiro e o de dezembro no dia 8. Assim, busca cassar a liminar concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, que liberou o atleta a atuar por outros clubes. Atualmente defende o Santos.
Na mesma 15 vara do TRT de São Paulo, no dia 21 de janeiro, a juíza relatora Anélia Li Chum, já havia dado ganho de causa à Lusa, cassando a tutela antecipatória que o jogador havia ganho. Dias mais tarde, porém, Gislaine conseguiu a liberação do atleta.
Gislaine até faz pouco caso da tentativa da Lusa. ''Eles andam divulgando o que querem. A Lusa falando e nada é a mesma coisa'', disse. ''Fico feliz que eles pagaram, mas se tivessem razão no caso o jogador não estaria no Santos.''
Na verdade, a Lusa pode tomar outro revés nos tribunais. Apesar de os salários do jogador estarem pagos, os advogados alegam que o clube ainda deve a multa rescisória, o direito de imagem e mais algumas pendências. ''A Portuguesa ficou sem pagar o 13º salário e as férias por três anos (2000, 2001 e 2002), além de sete meses sem recolher o FGTS'', revelou o advogado Jorge Miguel, da equipe de Gislaine. Segundo a Lei Pelé, os atrasos destes encargos trabalhistas também contam para rompimento de contrato de trabalho. O acerto entre Lusa e Ricardo Oliveira aconteceu no dia 9 de janeiro. Contudo, contataram o jogador e seu empresário por intermédio de telegramas, desde o dia 6, quando os advogados deram entrada na ação.
Resposta O empresário de atletas Nilton Belluzzo defendeu-se das acusações sobre o assédio a jogadores da Lusa. Segundo ele, o garoto Marlon é quem o contatou, alegando não ter sido aprovado no Canindé e pedindo para ele arrumar testes em outros clubes de São Paulo. E garantiu não ter vínculo com o São Paulo.