De Londrina
Em dez jogos amistosos disputados desde o início da sua preparação para o Campeonato Paranaense da Série A-1, a Portuguesa Londrinense venceu um, perdeu dois e empatou sete. Com um retrospecto digno da frase ‘‘que empate o melhor’’, a direção da Lusa resolveu dar um puxão de orelha nos jogadores. E, pelo jeito, foram nas duas orelhas. Ontem, na reapresentação após o empate por 1 a 1 com o Matsubara, na quarta-feira, a direção se reuniu com os atletas para uma longa conversa no vestiário.
‘‘Sei que aqui ninguém tem pai rico. Vocês têm que abraçar esta oportunidade’’, disse o diretor de futebol Amarildo Vieira. ‘‘Pedi empenho dos jogadores. Vamos fazer mais três jogos amistosos – o próximo será domingo contra o Marília, no Estádio da Vila Santa Terezinha, em Londrina – e eu preciso saber com quem eu vou poder contar. Precisamos jogar pensando no coletivo, e não individualmente’’, cobrou o técnico Livio Vieira.
O volante Wagner, um dos mais falantes entre os jogadores, disse que a preocupação da diretoria é normal, mas ‘‘o trabalho está sendo bem feito’’. Para ele, nesta fase de preparação é normal que os atletas procurem se resguardar para não se machucar antes de iniciar a competição. ‘‘Está faltando um espírito competitivo e isso só se adquire quando for jogo valendo três pontos. Nosso time é muito forte, com certeza será um dos melhores dentro do campeonato.’’
E a Lusa apresenta hoje mais um centroavante. O nome dele é Gelson, tem 22 anos e já jogou no Coritiba e no Batel de Guarapuava.

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